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Número de mortos em protestos na Venezuela sobe para 50

Homem de 30 anos foi assassinado a tiros enquanto comprava fraldas para o filho

Do R7, com ANSA Brasil e Reuters

Venezuela já soma 50 mortos em protestos
Venezuela já soma 50 mortos em protestos Reuters

Subiu para 50 o número de mortos em mais de um mês de protestos contra o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Um homem de 30 anos foi assassinado a tiros na quarta-feira (17), no estado de Táchira, segundo o jornal "El Nacional".

A família da vítima, identificada como Manuel Castellanos, conta que ele não participava de nenhuma manifestação e voltava para casa após ter comprado fraldas para o filho. 

Também em Táchira, o adolescente José Francisco Guerrero foi morto a tiros durante um surto de roubos, disseram seus parentes.

“Minha mãe enviou meu irmão ontem para comprar farinha para a janta e um pouco depois recebemos uma ligação dizendo que ele tinha sido ferido por uma bala”, disse sua irmã Maria Contreras, aguardando que o corpo fosse levado para o necrotério de San Cristóbal.

Onda de protestos

Centenas de milhares de pessoas tem ido às ruas na Venezuela desde o início de abril pra exigir eleições, liberdade para ativistas presos, ajuda estrangeira e autonomia para o Legislativo, controlado pela oposição.

Mortes na Venezuela cruzam fronteira do Brasil

O governo de Maduro acusa a oposição de tentar um golpe violento e diz que muitos dos manifestantes não são mais do que “terroristas”. A petroleira estatal PDVSA também culpou bloqueios nas estradas por faltas de gasolina em algumas partes do país na quarta-feira.

Pressão internacional

Com pressão internacional contra o governo da Venezuela crescendo, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas chamou atenção para a crise do país pela primeira vez nesta quarta-feira.

“O objetivo desta reunião é garantir que todos estejam cientes da situação... não estamos buscando ação do Conselho de Segurança”, disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, a repórteres após a sessão.

“A comunidade internacional precisa dizer ‘respeite os direitos humanos de seu povo ou isto irá em uma direção que vimos muitos outros irem’ ... Estivemos neste caminho com a Síria, com a Coreia do Norte, com o Sudão do Sul, com Burundi, com Mianmar”.

O enviado da Venezuela na ONU, Rafael Ramírez, por sua vez acusou os EUA de tentarem derrubar o governo Maduro.

“O envolvimento dos EUA estimula a ação de grupos violentos na Venezuela”, disse, mostrando fotos de vandalismo e violência que disse terem sido causados por apoiadores da oposição.

Venezuelanos morando no exterior, muitos fugidos do caos econômico do país, nas semanas recentes abordaram autoridades estatais em visitas e seus parentes.

EUA defendem na ONU a restauração da democracia na Venezuela

Maduro comparou na terça-feira o assédio ao tratamento de judeus sob regime nazista: “Somos os novos judeus do século 21 que Hitler perseguiu”, disse Maduro durante encontro do seu gabinete. “Nós não carregamos a estrela amarela de Davi... carregamos corações vermelhos que estão repletos de desejo de lutar pela dignidade humana. E iremos derrotá-los, estes nazistas do século 21”. Os nazistas alemães e seus colaboradores perseguiram e mataram seis milhões de judeus no Holocausto durante as décadas de 1930 e 1940.

As redes sociais espalharam nas semanas recentes vídeos de migrantes venezuelanos em país como Austrália e EUA gritando insultos contra autoridades públicas e em alguns casos membros de seus famílias em espaços públicos.

Críticos de Maduro dizem ser absurdo que autoridades gastem dinheiro com viagens ao exterior quando pessoas estão sofrendo para obter comida e crianças estão morrendo por falta de remédios básicos.

Mas alguns simpatizantes da oposição dizem que tais assédios são a maneira errada de confrontar o governo.

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