Internacional

26/12/2012 às 17h49 (Atualizado em 26/12/2012 às 17h49)

Obama e Congresso voltam ao trabalho para última cartada por pacto fiscal

EFE

Washington, 26 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o Congresso voltarão amanhã ao trabalho em uma última tentativa para evitar o "abismo fiscal" a partir de janeiro, embora os cidadãos estejam cada vez mais pessimistas sobre a possibilidade de a Casa Branca e os republicanos chegarem a um acordo. Segundo uma pesquisa do instituto Gallup divulgada nesta quarta-feira, 48% dos americanos duvidam que se chegue a um pacto antes de 1º de janeiro, quando entrarão em vigor automaticamente os aumentos generalizados de impostos e cortes do gasto público. A pesquisa do Gallup foi realizada entre os dias 21 e 22 de dezembro e seu resultado contrasta com a "sólida maioria" que durante as últimas três semanas mostrava sua confiança em um acordo. Obama partirá esta noite do Havaí, onde está passando suas férias natalinas em família desde sexta-feira passada, e chegará a Washington na primeira hora de quinta-feira. A notícia do retorno de Obama à capital e o fato de que pelo menos o Senado tenha uma sessão programada para amanhã encorajaram hoje aos mercados e Wall Street abriu em alta, otimista perante o reatamento das negociações. O cenário mais provável agora é que o Senado vote antes de 1º de janeiro um projeto de lei no qual está trabalhando o líder da maioria democrata nessa câmara, Harry Reid, em colaboração com a Casa Branca. De acordo com a imprensa e os analistas, a proposta de Reid seria uma "medida provisória" para prorrogar os cortes tributários aprovados durante o Governo de George W. Bush à maioria dos cidadãos e deixar que expirem para os mais ricos. Essa proposta incluiria também alguns cortes de despesa em curto prazo, mas seria em todo caso uma espécie de "remendo" que deixaria para 2013 a negociação sobre um acordo fiscal completo. A maior incerteza é se o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, e seus companheiros de partido apoiarão a proposta de Reid e votarão a favor dela. Além disso, se for aprovada no Senado, ficaria nas mãos do presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, submetê-la a votação nesse órgão, onde os conservadores têm maioria. O chamado "plano B" contra o "abismo fiscal" apresentado por Boehner na semana passada fracassou estrondosamente ao não conseguir apoios suficientes dentro de seu próprio partido. O plano de Boehner contemplava a alta de impostos para aquelas famílias com rendas anuais de mais de US$ 1 milhão e topou com a rejeição enérgica de congressistas, em sua maioria do movimento direitista Tea Party, que se opõem radicalmente a uma maior carga fiscal, nem sequer para os cidadãos mais ricos. Se esse acordo não for fechado, os aumentos de impostos se produzirão como consequência do vencimento de isenções aprovadas durante o mandato de Bush. Por sua parte, os cortes automáticos do gasto público foram estipulados pelo Congresso no verão de 2011 como mecanismo de pressão para forçar um acordo bipartidário, que nunca chegou, sobre a redução do déficit fiscal e da dívida. Os analistas alertam que este abrupto ajuste fiscal poderia devolver os EUA à recessão no momento mais inoportuno, quando sua economia ainda está se recuperando com lentidão da grave crise de 2008. EFE mb/rsd
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