Internacional

26/2/2013 às 18h49

Obama alerta pela última vez sobre consequências de cortes orçamentários

O presidente americano, Barack Obama, fez soar todos os alarmes esta terça-feira sobre as medidas de austeridade que entrarão em vigor em três dias e pediu aos republicanos no Congresso que lancem um compromisso para evitar que o país "dê um tiro no pé".

Falando de um estaleiro em Newport News, Virgínia (nordeste), onde se constroem os porta-aviões e submarinos nucleares, Obama alertou, horas depois de o presidente do Banco Central (Fed) falar que estes cortes automaticamente "enfraquecerão a reativação da economia" dos Estados Unidos.

Se tornarão um "machado" nos gastos do Estado, avaliou. "Estes cortes são ruins, não são inteligentes e não são justos", disse Obama no estaleiro.

"É uma ferida auto-provocada que pode ser evitada", advertiu.

O presidente está tentando com que a responsabilidade da entrada em vigor do tratamento de austeridade recaia sobre os republicanos. Os dois partidos foram incapazes de chegar a um acordo para encontrar uma forma de reduzir o déficit nos últimos 18 meses.

O governo de Obama tentou informar mais de uma vez sobre as consequências concretas dos cortes: férias não remuneradas para os funcionários, mais espera nos aeroportos e menos segurança nas fronteiras.

Obama também disse que os 90.000 trabalhadores terceirizados do Pentágono podem acabar sem emprego só na Virgínia, enquanto as investigações federais contra "criminosos, que serão postos em liberdade".

"Há republicanos demais no Congresso que agora mesmo recusam atualmente dar um pequeno passo quando se trata de buracos fiscais e isenções tributárias", disse Obama perante centenas de operários navais. "Isto nos bloqueia", confessou.

Os republicanos, que controlam a Câmara de Representantes - que manda no orçamento - se recusam a reforçar a fiscalização, sobretudo depois de ter aceitado aumentar os impostos sobre a renda mais alta no começo de janeiro.

Os conservadores acusam Obama, um mês depois de inciar seu segundo mandato, de dedicar muito tempo a fazer campanha para "dar medo" aos americanos, ao invés de encontrar soluções em Washington.

Há uma parte dos republicanos que considera a austeridade uma boa forma de recuperar a boa direção das finanças do país, apesar de que esto tenha significado um importante do orçamento do Pentágono, até agora a "vaca sagrada" de seu partido.

Sem um possível acordo no horizonte até a sexta-feira, no final de março pode ser apresentada uma nova oportunidade para negociar, quando o Congresso renovar o financiamento das operações governamentais.

Mas, enquanto passam as semanas, os republicanos recusam-se a assumir a responsabilidade pelos cortes. "Seria possível aplicar estes cortes de uma forma mais inteligente? Sem dúvida", afirmou o chefe da minoria no Senado, Mitch McConnell.

"Mas o presidente e seus secretários (...) não podem intervir no último minuto e esperar que os americanos não os culpem", assegurou.

O presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, negou que sua formação não tenha feito nada para evitar as medidas de austeridade, alegando que apresentou dois planos alternativos que foram votados. Obama, no entanto, reprova os republicanos por não terem feito nenhuma proposta nova.

"Não teríamos que fazer uma terceira proposta para que o Senado se mobilize e faça alguma coisa", disse Boehner esta terça-feira.

bur-col/spc/dg/mvv

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