Internacional

26/12/2012 às 07h38 (Atualizado em 26/12/2012 às 07h54)

Obama vai interromper férias no Havaí para fechar pacto fiscal em Washington

Aumento de impostos e corte de gastos pode levar país ao chamado "abismo fiscal"

EFE

Obama e sua mulher, Michelle, se reuniram no dia de Natal com soldados e familiares em uma base em Kaneohe Bay, no Havaí JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, interromperá suas férias familiares no Havaí e voltará a Washington ainda nesta quarta-feira (26) para fechar um acordo com os republicanos capaz de evitar o chamado "abismo fiscal", que entrará em vigor em janeiro.

O retorno de Obama a Washington pode ocorrer "tão em breve" como nesta quarta-feira, indicou um porta-voz da Casa Branca ao jornal The New York Times.

A emissora Fox News, que também cita uma fonte da Casa Branca, informou que o presidente provavelmente deixará o Havaí, onde chegou na última sexta-feira com sua família para passar as férias natalinas. A viagem deve ocorrer nas últimas horas de hoje.

O retorno antecipado de Obama, que a princípio tinha planejado ficar no Havaí até o início de janeiro, já era previsto por parte da imprensa local, já que o governante teria apenas uma semana para conseguir fechar um acordo capaz de evite a combinação de cortes da despesa e aumentos de impostos conhecida como "abismo fiscal".

Assessores da Casa Branca e legisladores democratas estão trabalhando em nova proposta contra esse "abismo fiscal" para apresentá-la ao Senado, que tem uma sessão programada para esta quinta-feira (27), informou hoje a cadeia CNN.

Durante estes quatro dias de férias natalinas não houve conversas entre os democratas e republicanos.

Neste aspecto, Obama já fez importantes concessões, como subir de US$ 250 mil a US$ 400 mil (R$ 500 mil a R$ 800 mil) anuais a taxa dos lares que, segundo sua opinião, devem pagar mais impostos para aumentarem as receitas do Estado.

Enquanto isso, o chamado "plano B", apresentado pelo presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, fracassou estrondosamente ao não conseguir apoios suficientes dentro de seu próprio partido.

O "plano B" de Boehner, que contemplava um aumento de impostos para aquelas famílias com receitas anuais acima de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões), acabou sendo barrado pela rejeição enérgica dos congressistas, em sua maioria do movimento direitista Tea Party, que se opõem radicalmente ao aumento das cargas fiscais aos cidadãos.

O "abismo fiscal" são os aumentos tributários e cortes de gastos no valor de US$ 600 bilhões que entrarão em vigor no início do próximo ano se a administração do presidente Barack Obama e legisladores não chegarem a um acordo sobre como mudar a lei.

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