A onda de frio que castiga estes dias a maior parte da China levou várias regiões do país a registrar recordes de temperaturas baixas, como é o caso da capital, Pequim, que passou o domingo (23) sob a mínima de - 15°C, muito perto dos -15,2°C do ano 1985, seu recorde histórico.
Segundo informou nesta segunda-feira (24) o Escritório Nacional de Meteorologia chinesa (NMO), uma dezena de capitais provinciais atingiram temperaturas inferiores a 10 graus abaixo de zero, enquanto uma comarca da região autônoma de Xinjiang (noroeste) registrou uma mínima de - 49°C.
As temperaturas caíram ontem entre seis e oito graus em várias partes do país, embora as regiões do norte e nordeste tenham sofrido reduções de entre dez e 14 graus nos dois últimos dias.
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Assim, as capitais de Província do norte da China, como Harbin, Changchun e Urumqi, chegaram em alguns casos a superar os - 30°C.
Quanto à capital chinesa, a imprensa local assegurou que Pequim vive o inverno mais frio das últimas décadas, destacando que a nevasca do passado 3 de dezembro foi "a maior desde a fundação da nova China", no ano 1949.
Apesar de a NMO confirmar que a onda de frio diminuirá nos próximos dias, também advertiu que as temperaturas continuarão caindo nas regiões centrais e orientais, o que poderia levar a novas temperaturas recordes.
Esta onda de frio provocou já uma escalada dos preços dos alimentos por causa da menor oferta, especialmente do porco, que no sábado passado aumentou 5,2% em relação ao mês anterior, segundo dados oficiais.

