Internacional

18/4/2013 às 15h57 (Atualizado em 18/4/2013 às 16h20)

‘Parecia um cenário de guerra’, diz testemunha de explosão no Texas

Moradores locais, e alguns de cidades vizinhas, relatam como foi o momento da explosão e as cenas de horror que se seguiram

BBC Brasil

Ao menos 15 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas após uma forte explosão ocorrida numa fábrica de fertilizantes próxima à cidade de Waco, no Estado americano do Texas, na noite de quarta-feira (17).

A explosão, que ocorreu por volta das 19h50 (21h50 de Brasília), fez dezenas de prédios da cidades desabar e foi registrada como um pequeno terremoto.

Muitos moradores, alguns até de cidades vizinhas, relatam ter testemunhado o momento da explosão e as cenas de horror que se seguiram, descrevendo-as como "cenário de guerra" e comparando-as com a passagem de um tornado.

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Veja alguns deles:

William Snider, morador de Tours

Sou encanador e estava na vizinhança uma hora antes de começar a trabalhar em um aquecedor de água. Nós estávamos esperando chuva, e eu achei ter ouvido um trovão, ou que pensei que era um trovão, e logo depois havia água no meu para-brisa.

Moro em Tours, a cerca de 8 km de Waco, e a água era dos bombeiros que estavam tentando conter o incêndio, e quando tudo explodiu, essa água foi lançada a cerca de 6 km de distância.

Eu consigo ver as chamas da minha casa. É a pior coisa que já aconteceu na região. A fumaça tóxica é como se fosse uma névoa. Há muitos helicópteros tirando as pessoas do local e muitos helicópteros ajudando a iluminar o prédio para ajudar os bombeiros. Parece um cenário de guerra.

Meu ajudante mora do outro lado da rua, a uma quadra da fábrica. Sua casa foi incendiada, seus pais ficaram feridos, eles têm cortes e hematomas causados por cacos de vidro.

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Jody Claridy, testemunha

De repente, ouvi um som de explosão muito alto. A porta de vidro voou longe e caímos do sofá. Assim que recuperamos nossos sentidos, percebemos que aquela explosão tinha ocorrido próxima a um asilo de idosos.

Minha cunhada tinha ido até essa casa de repouso porque tem um parente lá e, então, nós saímos atrás dela. Ao sair, percebemos uma nuvem de escombros e fumaça preta e pessoas saindo dela. Eles tinham as mãos na cabeça e estavam sangrando. Alguns tinham membros quebrados e também havia mulheres segurando seus bebês.

Nós pegamos algumas pessoas que tinham saído do asilo – que desabou totalmente – e os colocamos no carro para levá-los até um local seguro.

Era como um cenário de guerra. Nós vimos pessoas se jogando sobre carros em movimento para que pudessem sair dali. Vimos janelas se estilhaçando em casas localizadas até quatro ou cinco quadras da fábrica. Qualquer coisa próxima ao local da explosão ficou completamente destruído, queimado ou demolido.

Erick Perez, testemunha

Eu estava a cerca de 70 metros da explosão. Nós estávamos jogando basquete e aí nos disseram para sair da escola. Saímos, e ficamos ali vendo o incêndio, e logo depois uma grande explosão aconteceu. Saímos correndo dali o mais rápido possível.

Era uma força com uma pressão gigantesca me puxando para trás, e havia fragmentos da explosão voando em todas as direções. Eu ainda estou abalado. Não parei de tremer desde que tudo aconteceu. É provavelmente a pior coisa que já vi em toda a minha vida.

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William Burch, morador vizinho ao local

Nós estávamos em casa quando sentimos a explosão. Estávamos a 6,5 km de distância e quando ouvimos e sentimos os efeitos, saímos correndo. Eu olhei para cima e vi uma nuvem de fumaça, e disse para todos "temos que ir". Nós acabamos indo para a casa de repouso.

Quando chegamos lá, estava completamente caótico. Eles ainda nem estavam sabendo como lidar com a situação, então minha mulher, que é enfermeira reformada da Força Aérea, entrou em uma ala e eu entrei em outra.

Quando eu entrei lá, havia algumas pessoas em cadeiras de roda e outras estavam trancadas em seus quartos. Havia paredes caídas, os corredores estavam cheios de escombros, vazamentos d’água, então estávamos andando dentro d’água. Havia fios soltos, e esvaziamos toda uma ala assim que conseguimos retirá-los.

Debby Marak, moradora de Waco

A professora de religião havia encerrado sua aula na quarta-feira à noite, e logo depois percebeu muita fumaça do outro lado da cidade, nas imediações da fábrica.

Ela relata ter dirigido até o local para ver o que estava acontecendo, e quando chegou, dois meninos passaram correndo e gritando que as autoridades haviam ordenado que todos abandonassem a vizinhança porque a fábrica ia explodir.

Debby só tinha dirigido uma quadra quando a explosão aconteceu.

— Foi como se fosse um tornado. As coisas estavam voando para todos os lados. Explodiu o meu para brisa. Era como se toda a Terra tivesse balançado.

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