Internacional

7/1/2013 às 06h56 (Atualizado em 7/1/2013 às 08h53)

Policiais indianos são suspensos após novo caso de estupro coletivo

Segundo ativistas, a polícia constantemente deixa de indiciar acusados de crimes sexuais

BBC Brasil

O pai da menina afirmou que a polícia não demonstrou qualquer reação ao ser informada de sua desaparição, sugerindo que ela talvez tivesse fugido com alguém. O corpo da jovem foi encontrado no sábado (5) RAVEENDRAN / AFP

Quatro policiais foram suspensos e um quinto foi transferido em conexão com os desdobramentos de um novo caso de estupro e assassinato ocorrido perto da capital da Índia, Nova Déli.

O pai da suposta vítima de 21 anos disse à BBC que ela teria sofrido um estupro coletivo. Seu corpo foi encontrado no sábado (5).

Dois homens suspeitos de envolvimento com o crime foram presos e um terceiro teria fugido.

O novo episódio vem à tona no mesmo dia em que cinco homens compareceram a um tribunal da capital indiana, acusados de sequestro, estupro coletivo e assassinato de uma jovem de 23 anos no mês passado, em um caso que chocou a Índia e despertou uma série de protestos por todo o país.

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A vítima do episódio mais recente era uma empregada de uma fábrica em Noida, um subúrbio de Nova Déli.

De acordo com a mídia indiana, ela foi dada como desaparecida na sexta-feira, por não ter regressado para casa após o trabalho.

O pai da menina afirmou que a polícia inicialmente não demonstrou qualquer reação ao ser informada de sua desaparição, sugerindo que ela talvez tivesse fugido com alguém. O episódio gerou protestos em Noida.

Processo acelerado

No sábado, foram identificados os cinco acusados do crime que causou comoção na Índia — o estupro coletivo e assassinato de uma jovem de 23 anos dentro de um ônibus.

Os promotores dizem ter amplas provas contra os suspeitos, que poderão ser condenados à pena de morte se considerados culpados.

Os cinco acusados são Ram Singh, seu irmão Mukesh, Pawan Gupta, Vinay Sharma e Akshay Thakur.

Um sexto acusado, um adolescente de 17 anos, será julgado em um tribunal juvenil.

O processo foi acelerado, para que os acusados pudessem ser julgados semanas após o crime, em vez de meses, como seria o procedimento tradicional.

No dia 16 de novembro, a vítima, uma estudante, foi estuprada por cerca de uma hora, espancada com barras de ferro e lançada para fora nua do ônibus em movimento, juntamente com um amigo.

Ela morreu dias depois em um hospital, em consequência de seus ferimentos.

O incidente segue gerando protestos na Índia. No domingo, ativistas foram novamente às ruas em Nova Déli, reivindicando leis mais duras contra estupro e reformas por parte da polícia.

Muitos ativistas afirmam que a polícia constantemente deixa de indiciar acusados de crimes sexuais.

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