Internacional

26/12/2012 às 18h52 (Atualizado em 26/12/2012 às 18h52)

Portugal estuda privatização da empresa de aeroportos

EFE

Lisboa, 26 dez (EFE).- O Governo português analisará amanhã a venda da gerente de aeroportos ANA, a maior privatização do ano, a um valor estimado de 3 bilhões de euros e à qual concorrem empresas de Brasil, Argentina e vários países europeus. O Conselho de Ministros de Portugal, que na semana passada optou por não vender a companhia aérea TAP ao único interessado, o magnata colombiano-brasileiro Germán Efromovich, por 340 milhões de euros, tem agora quatro candidatos a administrar os aeroportos de Lisboa, Porto, Algarve e Açores. A colombiana Odinsa se retirou este mês do leilão final que é disputado agora pela francesa Vinci, a alemã Fraport, a argentina Corporación America e a suíça Zurique Airport, que está associada à brasileira CCR entre outros investidores. A venda de ANA está enquadrada no programa de ajustes orçamentários e reformas do setor público luso exigido pelo resgate financeiro de 78 bilhões de euros concedidos no ano passado a Portugal pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O Governo do conservador Pedro Passos Coelho já realizou este ano o grosso das vendas de ativos do Estado, após desfazer-se de 21,3% da elétrica EDP por 2,7 bilhões de euros, e traspassar a transportadora nacional de energia, REN, por 592 milhões, em ambos casos a empresas estatais chinesas. Para a venda da aeroportuária ANA, o candidato melhor posicionado, segundo a imprensa lusa, é o grupo francês Vinci, cuja suposta oferta de pagar 3 bilhões de euros e promover a internacionalização dos aeroportos de Portugal é considerada a mais atrativa entre os especialistas. Os franceses são seguidos de perto pela Fraport, que administra o aeroporto de Frankfurt e cuja oferta, respaldada pelo fundo australiano de investimentos IFM, é calculada em 2,6 bilhões de euros. Os brasileiros da CCR, associados ao grupo do aeroporto de Zurique, e a Corporación America da Argentina apresentaram ofertas mais baixas, de acordo com fontes extra-oficiais. As condições da licitação, que proíbem a venda da empresa antes de cinco anos, foram exigentes e só admitiram ofertas de entidades com experiência em gestão de aeroportos com mais de dez milhões de passageiros, um volume de negócio maior que 400 milhões de euros e capitais superiores a 2 bilhões. No mesmo Conselho de Ministros será estudada a privatização dos estaleiros de Viana do Castelo, no norte do país, pelos quais apresentaram ofertas a empresa brasileira Rio Nave e a russa RSI Trading. Porém, esta operação representaria lucros de apenas 10 milhões de euros ao Estado luso, dado que os estaleiros, com graves problemas de viabilidade, acumulam um passivo de 270 milhões. EFE ecs/rsd
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