Protesto de extrema-direita nos EUA deixa pelo menos um morto

Informação foi confirmada pelo prefeito de Charlottesville; atropelamento deixou vários feridos

Atropelamento deixou vários feridos; prefeito da cidade confirmou uma morte
Atropelamento deixou vários feridos; prefeito da cidade confirmou uma morte Reuters

O prefeito de Charlottesville, no Estado norte-americano de Virginia, confirmou uma morte em decorrência dos protestos de extrema-direita que ocorreram no município neste sábado (12). 

Durante uma briga generalizada entre supremacistas brancos (que defendem a superioridade dos brancos) e grupos antirracistas, um carro avançou contra a multidão e se chocou contra outros dois veículos. Imagens publicadas em redes sociais mostram o momento do ataque, que deixou uma pessoa morta e feriu outras 19. Veja abaixo:  

Os confrontos em Charlottesville começaram na noite de sexta-feira (11), quando centenas de homens e mulheres carregando tochas fizeram uma vigília e gritaram palavras de ordem contra negros, imigrantes, gays e judeus.

A cidade seria palco hoje do evento "Unir a Direita", que deveria reunir mais de mil participantes, incluindo os principais líderes de grupos associados à extrema direita no país, para protestar contra a retirada da estátua de um general confederado — a Confederação foi uma união política entre Estados escravagistas dos Sul dos Estados Unidos durante a guerra civil norte-americana, também conhecida como Guerra de Secessão (1861-1865).

Antes do evento, no entanto, um grupo de manifestantes antirracistas realizou um contra-protesto para criticar o que eles classificam como manifestações de ódio contra as populações de gays, negros e imigrantes. 

Com manifestantes frente a frente, a briga começou logo em seguida. no centro da cidade, antes do meio-dia. Os supremacistas, portando símbolos de extremistas brancos e carregando bandeiras de batalha dos Confederados, foram enfrentadas por um número quase igual de manifestantes antifascistas. Muitos dos combatentes de ambos os lados usavam capacetes e seguravam escudos.

Logo após a briga, o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou estado de emergência na cidade, sede do principal campus da Universidade da Virgínia. O evento foi declarado "uma assembleia ilegal", o que permitiu à polícia dispersar os manifestantes.

"Vocês não nos apagarão", cantou uma multidão de nacionalistas brancos, enquanto os manifestantes contrários levavam cartazes que diziam: "Nazi vai para casa" e “Destrua a supremacia branca".

Depois que a multidão foi dispersa, dezenas de agentes da lei vestidos com equipamentos de proteção foram vistos patrulhando as ruas, com pequenos grupos de manifestantes reunidos em bolsões nos arredores.