Internacional

8/1/2013 às 17h20 (Atualizado em 8/1/2013 às 17h20)

Rebeldes congoleses anunciam cessar-fogo antes de conversas de paz

EFE

Campala, 8 jan (EFE).- O grupo rebelde congolês M23 declarou nesta terça-feira um cessar-fogo unilateral antes das conversas de paz que deverão se iniciar com o governo da República Democrática do Congo (RDC) para pôr fim ao conflito no leste do país. "Queremos anunciar o fim das hostilidades por nossa parte", disse em entrevista coletiva o porta-voz do M23, François Rucongoza, em Campala, capital da Uganda. O M23 pediu que o governo da RDC também anunciasse um cessar-fogo para que as conversas de paz comecem em um clima mais tranquilo, mas afirmou que isto não é um condicionamento para as negociações. "Estamos pressionando para que assinem um cessar-fogo, mas também não queremos que seja um empecilho para as negociações", afirmou Rucongoza. O M23 aproveitou a entrevista coletiva para acusar Kinshasa (capital da RDC) de estar enviando novas tropas para próximo das posições rebeldes, algo que, segundo o grupo, é um sinal de que o governo da RDC não está interessado na paz, mas em continuar com o conflito. "Seguimos envolvidos no processo de paz em Campala enquanto o governo segue recrutando soldados em nosso país", criticou o representante do M23, grupo rebelde que se revoltou em abril e que intensificou sua ofensiva no final do ano passado, até tomar a cidade de Goma. O M23 é formado por soldados congoleses desertores e supostamente fiéis ao rebelde Bosco Ntaganda, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade. Ntaganda se integrou há três anos nas forças da RDC ao contribuir para a pacificação de Kivu do Norte, após ajudar a deter, em 2009, Laurent Nkunda, antigo senhor da guerra e general do Exército. Os rebeldes se sublevaram em abril para protestar pela perda de poder imposta pelo governo ao seu líder, e renegociar o acordo do 23 de março de 2009, data que dá nome ao grupo e significou sua inserção no Exército. A RDC se encontra imersa ainda em um frágil processo de paz após a segunda guerra do Congo (1998-2003), que envolveu várias nações africanas, e é o país que tem a maior missão da ONU. EFE cm/dk
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