Internacional

8/9/2013 às 06h16 (Atualizado em 8/9/2013 às 06h44)

Rússia e EUA discutem sobre a Síria no Twitter e mostram posições opostas em ataque militar

Estopim das discussões começou com declaração da embaixadora dos EUA na ONU

EFE

Rebeldes usam armas contra governo na cidade de Deir Ezzo Ricardo Garcia Vila Novas/AFP

Rússia e Estados Unidos tiveram um duelo verbal sobre a Síria no Twitter, no qual deixaram claro que suas posturas sobre uma possível ação militar contra o país árabe continuam sendo opostas. O estopim foram as afirmações da embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, advertindo que as consequências da inação são muito mais graves do que o perigo de um ataque limitado contra o país árabe.

"Este é exatamente o argumento que utilizou o governo Bush para explicar sua agressão contra o Iraque. O resultado já o conhecemos", comentou Alexei Pushkov, chefe do Comitê das Relações Exteriores da Duma ou Câmara dos Deputados da Rússia, em sua conta no Twitter.

O embaixador dos EUA em Moscou, Michael McFaul, não demorou em responder a Pushkov. "Falsa analogia. Ao contrário de 2003, ninguém dúvida que o regime (de Bashar al Assad) tem armas (químicas) e que as usou. Nós não invadiremos", assinalou.

Países europeus querem "resposta forte" aos ataques químicos na Síria

O deputado russo insistiu: "Correta analogia: Bush estava buscando um pretexto para invadir o Iraque, Obama procura um pretexto para derrubar Assad".

"As falsas analogias são muito perigosas. Isso não é verdade. Obama não procura derrubar Assad. Tenta defender as normas internacionais sobre o não uso de armas químicas. A mudança de regime não é o objetivo. Escute Obama, replicou McFaul.

Pushkov denunciou que os "EUA se comportam como se todo o mundo apoiasse o ataque contra a Síria. Isso é uma completa falácia. Contra: a metade do G20, a maioria da UE, parte da Liga Árabe e o papa romano".

Obama faz apelo ao Congresso sobre intervenção na Síria

"Todos? No sábado a UE responsabilizou Assad do ataque químico de agosto na Síria. A Liga Árabe também", asseverou o embaixador americano. Os presidentes russo, Vladimir Putin, e americano, Barack Obama, abordaram nesta sexta-feira o conflito sírio durante a cúpula do G20 em São Petersburgo, mas as posturas conitnuam sendo muito distantes, como reconheceu o Kremlin.

No Twitter, Pushkov disse que e Obama não queria se colocar em uma guerra na Síria. Este mito foi quebrado pelo próprio Obama. Transformou-se definitivamente 'no Presidente da Guerra'.

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