Internacional

2/4/2013 às 10h16 (Atualizado em 2/4/2013 às 10h46)

Secretário-geral da ONU diz que crise na Coreia passou dos limites

Apenas o diálogo e a negociação podem resolver a situação, afirmou Ban Ki-moon

Do R7, com Reuters e ANSA

A situação na península coreana pode tomar um rumo que ninguém deseja, disse Ban Ki-moon em coletiva de imprensa em Andorra REUTERS/Albert Gea

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira (2) que a crise político-diplomática da Coreia do Norte "foi muito longe" e que a única solução para resolver a situação é buscar o diálogo e a negociação. 

"Ameaças nucleares não são uma brincadeira. Retóricas agressivas [...] alimentam o medo e a instabilidade", disse Ban em uma coletiva de imprensa em Andorra.

— As coisas precisam se acalmar. Essa situação, que tem se tornado pior com a falta de comunicação, pode tomar um rumo que ninguém deseja. [...] Estou convencido de que ninguém tem a intenção de atacar a Coreia do Norte por causa de discordâncias em relação a seu sistema político ou postura internacional. Apesar disso, tenho medo de que alguns respondam com firmeza a qualquer provocação militar direta.  

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Ban também pediu à Coreia do Norte que respeite as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.  

Nesta terça-feira, o governo norte-coreano anunciou que vai reativar a usina nuclear da cidade de Yongbyon, o maior centro nuclear de tipo bélico do país, incluindo um reator atômico de 5 megawatts que Pyongyang desativou em 2007 e cuja torre de refrigeração destruiu.   

A reativação do reator, cuja data não foi revelada — embora a agência estatal KCNA tenha falado em ações "imediatas" a respeito —, poderia fornecer plutônio a partir de barras de combustível, com a qual a Coreia do Norte teria capacidade de fabricar bombas atômicas, segundo especialistas.  

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O anúncio ocorreu em meio a fortes tensões com a Coreia do Sul e os Estados Unidos, após a Coreia do Norte ter declarado que se encontra em "estado de guerra" com o Sul.  

Em resposta ao anúncio da reabertura da usina nuclear, o governo sul-coreano declarou nesta terça-feira que lamenta "profundamente", e fez um novo apelo de desnuclearização ao país comunista. "Caso isso seja confirmado, seria profundamente lamentável", declarou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Seul, Cho Tai-young.

A China também se pronunciou sobre o assunto, pedindo "calma e contenção". "A atual situação é sensível e complexa", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, que pediu a todas "as partes relevantes a manter a calma e se conter, retomar o diálogo o mais breve possível e buscar juntas uma adequada solução".

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