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Internacional

18/1/2013 às 19h56 (Atualizado em 18/1/2013 às 19h56)

Shely Yachimovich, a ex-jornalista que quer renovar o Trabalhismo

EFE

Antonio Pita. Jerusalém, 18 jan (EFE).- A candidata trabalhista Shelly Yachimovich enfrenta no dia 22 seu primeiro sério desafio nas urnas com o orgulho de ter ressuscitado seu partido e promovido leis importantes para os trabalhadores, mas tem poucos motivos para esperança, devido à impossibilidade prática de governar previstas pelas pesquisas. Nascida em 1960 em uma humilde família polonesa de sobreviventes do Holocausto que se estabeleceu em Kfar Saba, perto de Tel Aviv, Shely é uma respeitada ex-jornalista que há apenas oito anos trocou seu influente programa de entrevistas na televisão pela política, convencida da necessidade de renovar e rejuvenescer o histórico Partido Trabalhista. Inteligente, feminista e batalhadora, foi subindo nas pesquisas eleitorais (era a nona em 2006, foi a quarta em 2009) até vencer as primárias de 2011 para a liderança do partido, enfraquecido pela saída de seu até então dirigente, Ehud Barak. Shely se tornava assim a segunda mulher, após a ex-primeira-ministra Golda Meir, a presidir a legenda que monopolizou o poder durante as três primeiras décadas do país. Sua estratégia consiste em situar o tema socioeconômico no topo da agenda, deixando a paz com os palestinos em segundo plano, convencida de que essa reorientação responde às verdadeiras preocupações dos israelenses. Tanto é que seu alter ego no principal programa de sátira política do país, "Eretz Nehederet", entra algumas vezes em cena cantando "social! democrata!". Em seu histórico como deputada estão leis importantes para os trabalhadores, como a proteção dos empregados que revelam práticas de corrupção, o prolongamento da licença de maternidade, a introdução de transparência nas atividades dos grupos de pressão e até a incorporação dos modestos direitos como o de se sentar ou ir ao banheiro em horário laboral. Uma convicção construída ao longo de sua bem-sucedida carreira no jornal impresso, no rádio e na TV, na qual se distinguiu por suas denúncias de abusos empresariais e dos excessos das privatizações e a desregulação. A mudança ideológica funcionou no início: o partido saiu da inércia, ela sozinha atraiu milhares de novos militantes e se mostrou uma líder pé-no-chão (vive numa casa de 80 metros quadrados, anda frequentemente de bicicleta por Tel Aviv e torna pública sua renda), em contraste com o caro estilo de vida de seu antecessor Barak, que morava em um apartamento de luxo com 450 metros quadrados. Apesar de renovar o Trabalhismo, no entanto, a candidata está se afastando dos eleitores mais à esquerda do partido. Para começar, suas raras menções à ocupação dos territórios palestinos e suas posturas sobre o conflito, mais aproximadas da direita, desagradaram seu eleitorado mais esquerdista e levaram à saída de dirigentes históricos. Na reta final da campanha, Shelly está perdendo um deputado por semana nas pesquisas, em parte por declarações polêmicas, como a de que manteria o robusto financiamento à colonização judaica de Jerusalém Oriental da Cisjordânia, a de que seu partido e Yitzhak Rabin nunca foram de esquerda e a de que é a favor de que se cante o hino nacional nas escolas. A isso se soma sua desconcertante ambiguidade, só derrubada neste mês pela evasão de votos, sobre se entraria no governo com o direitista primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que a fez aparecer como uma política oportunista a mais em busca de um futuro Ministério. Posições bem distantes de seu "passado rebelde", quando foi expulsa do colégio por pendurar cartazes de protesto, recusou a se casar pelo Rabinato (hoje é divorciada e tem dois filhos) e votou no partido judeu-árabe de inspiração comunista, Hadash, o que a imprensa direitista se encarrega de lembrar com frequência. Seus inimigos políticos podem, no entanto, dormir tranquilos: Shelly é formada em Ciências do Comportamento pela Universidade Ben Gurion do Negev e escreveu um ensaio sobre seu projeto para Israel (além de dois romances), mas a direita, com seus slogans de segurança, parece entender melhor a psique israelense, a julgar pelas intenções de voto. As últimas pesquisas dão ao Trabalhismo 16 deputados, menos da metade (34) que a chapa de Netanyahu, e com o partido ultradireitista Habait Hayehudí chegando logo atrás, como segunda força política. EFE ap/tr/id
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