Internacional

29/12/2012 às 20h24 (Atualizado em 29/12/2012 às 20h24)

Vice-presidente viaja para Cuba e debate sobre posse na Venezuela aumenta

EFE

Havana/Caracas, 29 dez (EFE).- O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, viajou neste sábado a Cuba para visitar Hugo Chávez, que foi operado na ilha no dia 11 de dezembro, devido a recaída do câncer que sofre, enquanto em Caracas aumentou o debate sobre sua nova posse, prevista para 10 de janeiro. Acompanhado da procuradora geral da Venezuela, Cilia Flores, Maduro chegou de madrugada ao aeroporto de Havana e dali se dirigiu ao hospital, onde Chávez está internado, encontrando familiares do presidente que o acompanham na capital cubana. De acordo com breve nota publicada neste sábado pela imprensa cubana, Maduro analisou com os médicos que atendem ao presidente venezuelano "o momento adequado" para vê-lo. Até o momento não foram divulgados mais detalhes da visita do vice-presidente. Chávez, de 58 anos, está no poder desde 1999 e foi reeleito em outubro passado para governar por mais seis anos. Ele se encontra desde 10 de dezembro em Cuba, onde um dia depois foi operado pela quarta vez por causa do câncer, diagnosticado em meados de 2011. Maduro, também ministro das Relações Exteriores, esteve junto a Chávez em Cuba nas três primeiras operações às quais o presidente foi submetido desde a detecção do câncer. Em 8 de dezembro quando foi anunciada a recaída de sua doença e a necessidade de passar por uma quarta intervenção cirúrgica, Chávez nomeou a Maduro como seu sucessor caso seu estado de saúde impeça assumir, em janeiro próximo, o novo mandato. Hoje, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, disse que o povo deve estar unido, caso o presidente reeleito Hugo Chávez não possa tomar posse em 10 de janeiro e a oposição faça pressão para convocar eleições nos 30 dias seguintes como orienta a Constituição. "O dia 10 de janeiro não decreta a falta absoluta do presidente. O que querem eles? Falta absoluta, para que se convoquem eleições em 30 dias, por isso o povo tem que estar unido junto ao comandante", disse Cabello, durante ato político transmitido pela emissora estatal venezuelana "VTV". Cabello, que assumiria a chefia de Estado no caso de falta absoluta do líder interino, pediu aos chavistas para que demonstrem "à burguesia", que o povo está unido, que são maioria e contam com o apoio das Forças Armadas. "Ninguém pode ter dúvidas disso, todos que estamos com Chávez, nas horas boas e nas más, temos que acompanhar a decisão do presidente Chávez e ajudar o camarada Nicolás Maduro se necessário", pediu. Na oposição, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), por sua vez, denunciou que o Governo não quer reconhecer que existe no país "uma ausência temporária de presidente interino". Além disso, funcionários do alto escalão não estariam informando a verdadeira situação de Chávez. "O Governo começa a lançar a partir de seus aparatos de manipulação e propaganda uma série de rumores orientados a confundir o país para criar um clima de tensão", afirma comunicado divulgado neste sábado pela MUD. Diferentes porta-vozes da oposição acusaram o Governo de não oferecer informação clara sobre o estado de saúde do presidente e exigiram que uma junta médica verifique se Chávez está em condições de assumir o novo mandato. A possibilidade do líder reeleito não poder assistir ao ato de posse presidencial abriu a discussão no país sobre a constitucionalidade ou não de adiar a cerimônia. Segundo o artigo 233 da Constituição venezuelana, em caso de haver falta absoluta do presidente eleito antes de tomar posse, o posto ficará com o líder do Parlamento. A partir daí, seria convocada uma nova eleição universal, direta e secreta, em 30 dias. EFE lh-car/bg (foto)
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