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Advogado de Bruno admite ouvir proposta de assistente de acusação e critica "arrogância" de promotor

Lúcio Adolfo nega ser "porta-voz" de confissão de Bruno e pede anulação de júri

Enzo Menezes, do R7 MG | 27/11/2012 às 01h25
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Um acordo entre acusação e defesa para o julgamento do goleiro Bruno Fernandes, em 4 de março, como o que pode ter havido para provocar a confissão de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, na morte de Eliza Samudio, não está descartado.

O advogado do jogador, Lúcio Adolfo da Silva, afirmou ao R7 MG neste domingo (25) que se dispõe a ouvir a proposta de José Arteiro, defensor da mãe da modelo. Ele nega, entretanto, que uma confissão de Bruno seja articulada para diminuir a pena do cliente em caso de condenação — Macarrão pegou 20 anos por participar do homicídio, mas teve a pena deste crime diminuída para 12 anos.

— Não sou porta-voz de confissão. Respeito muito o Arteiro, é um advogado combativo que fez um belo trabalho no tribunal. Já que ele quer se reunir, terá a minha cortesia. Se me chamar para tomar uma cerveja, vou ouvi-lo com respeito.

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O goleiro recebeu a condenação do ex-companheiro com "muito espanto e tristeza", segundo Adolfo.

O defensor critica a postura do promotor do caso, Henry Wagner Vasconcelos, que afirmou ao fim do julgamento que "Bruno já está condenado".

— O Henry está muito soberbo, arrogante. Ele disse para jornalistas que o Bruno já foi condenado, mas se esqueceu que quem decide é o jurado, não é promotor nem advogado. Ele é um funcionário público pago para fazer seu trabalho de acusação.

Após a condenação de Macarrão e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorado do goleiro, Arteiro deixou o Fórum de Contagem, na Grande BH, alardeando que era o responsável pelo acordo.

— Eu sou responsável por essa condenação. Quando o Bruno deixou o Macarrão sozinho, me deixaram fazer acordo.

O advogado de Macarrão, Leonardo Diniz, negou que tenha havido algo combinado. O promotor também enfatizou que não houve conversa entre as partes.

— Não houve acordo. Não transaciono com o sangue alheio. Isso ficou evidenciado pela sustentação da promotoria.

Anulação

Enquanto isso, o advogado promete entrar com habeas corpus nesta segunda (26) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais pedindo a anulação do julgamento. Ele acusa a juíza Marixa Fabiane Lopes de não deixá-lo acompanhar a votação dos jurados - cada parte tem direito a um advogado para conferir a idoneidade do processo. Segundo a juíza, como Bruno não era julgado, ele não poderia entrar na sala dos jurados.

— Além de não terem me deixado entrar na sala, me apresentaram uma ata fraudada, pedindo para consignar o contrário do que eu tinha argumentado.

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