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24 de Julho de 2014

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Belo-horizontinos criam táticas próprias para driblar falta de táxis na cidade

Capital mineira tem um carro para cada 396 habitantes, ficando atrás de Rio e São Paulo

Márcia Costanti, do R7 MG | 24/02/2013 às 00h30

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Conseguir um táxi em uma capital pode se transformar em um grande transtorno, principalmente se você estiver em Belo Horizonte. Os números comprovam: BH tem cerca de 6.000 carros, ou seja, um carro para cada 398 habitantes, ficando atrás de outras capitais, como Rio de Janeiro, com 194 por morador, e São Paulo, com 337.

Usuária do serviço há cerca de cinco anos, Luana Bastos chegou a esperar cerca de duas horas por um táxi no centro da cidade, debaixo de chuva. Para evitar passar pela situação novamente, ela criou uma tática: costuma ligar em três cooperativas ao mesmo tempo.

— Já aconteceu de me ligarem meia hora depois para falar que não tinha táxi. Para garantir, chamo três: o que chegar primeiro, chegou.

Quem também lança mão de alternativas para driblar as dificuldades é o empresário José Lúcio Balbi de Mello. Diariamente, são quatro deslocamentos para reuniões com clientes. Depois de tentativas frustradas em estabelecer convênios com cooperativas, ele passou a colecionar cartões de motoristas e liga diretamente para eles.

 — A questão da segurança é muito impactante pra mim. Você começa a se expor ao perigo quando tem que ficar andando de noite pelas ruas para tentar localizar um táxi.

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A BHTrans reconhece o atual déficit de táxis na capital mineira: um processo de licitação que está em andamento vai botar, ainda em 2013, 605 carros a mais na rua. Para portadores de deficiência ou dificuldade de locomoção, a situação é crítica: apenas um carro adaptado está disponível em BH. João Flávio Resende, assessor da presidência da empresa, acredita que o acréscimo vai minimizar o problema.

-— Os novos carros serão divididos da seguinte forma: serão 545 convencionais, sendo 55 operados por motoristas com deficiência; Dentre os outros 60, 10 serão destinados a usuários portadores de deficiência.

Por outro lado, o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir/MG), acredita que a quantidade de táxis existente na cidade é suficiente para atender toda a população. O diretor-financeiro do Sincavir, Ricardo Faeda afirma que a categoria avalia o serviço como "o melhor da América Latina". Ele explica ainda que o aumento no número de carros sem estudo prévio acarretaria em "sucateamento do sistema".

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