Data da primeira audiência ainda não foi definida pela Justiça
Ramon Guerra, do R7 MG | 25/01/2013 às 18h28Os dois acusados de matar o primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, no dia 22 de agosto de 2012 serão julgados por um júri popular. A decisão, tomada pelo juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Guilherme Queiroz Lacerda, foi divulgada nesta sexta-feira (25), pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A data ainda não foi marcada.
Conforme o TJMG, Alexandre Ângelo de Oliveira, que confessou o crime durante um depoimento realizado no Fórum Lafayette, na capital mineira, foi denunciado por homicídio qualificado, já que o motivo do crime foi "torpe" e a defesa da vítima foi dificultada. A namorada dele, Denilza Cesário da Silva, que teria sido assediada por Sales, também foi denunciada pelos mesmos motivos e por ter contribuído para a execução do crime.
O casal foi denunciado pelo Ministério Público, que alegou que o crime teria sido motivado por "vingança em virtude do assédio sofrido pela mulher do acusado". Ainda de acordo com o TJMG, Denilza e Oliveira tiveram um pedido para responder ao julgamento em liberdade negado pelo juiz e continuam presos.
Primo do goleiro Bruno recebeu mensagem de celular com ameaças de morte
Morte de primo de Bruno levanta suspeita sobre existência de lista de ameaçados
O crime
Sales tinha 25 anos e foi morto a tiros no bairro Minaslândia, região norte de BH, no dia 22 de agosto de 2012. Ele estava a três quarteirões de casa, a caminho do trabalho, quando foi abordado pelos suspeitos que estavam em uma moto. O primo do goleiro Bruno ainda tentou fugir, mas foi atingido por seis tiros. Sales seria um dos julgados no júri popular que aconteceu no dia 19 de novembro, sobre o desaparecimento e morte da modelo Eliza Samudio e terminou com a condenação de dois acusados, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes Castro. Ele respondia por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.
O primo do goleiro era considerado testemunha chave do caso Eliza. Em depoimento, ele deu detalhes sobre como ela foi morta. Por medo de retaliações, chegou a ser separado dos outros acusados e ficou detido no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital. Sales ficou presa por pouco mais de um ano e estava em liberdade desde agosto de 2011.
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