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Cidades mineiras ganham turistas "pelo estômago" ao apostar em receitas exclusivas

Pratos famosos carregam tradição, história e segredos da culinária local

Márcia Costanti, do R7 MG | 07/04/2013 às 01h20

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Já famosa por seus pratos típicos, se engana quem pensa que a cozinha mineira  é feita só de pão de queijo ou "tropeirão". Receitas recheadas de história e segredos fizeram com que pequenas cidades do interior fossem reconhecidas nacionalmente. O cardápio é vasto e inclui doces como o pé-de-moleque de Piranguinho até a empada de massa fina de Paracatu, na região noroeste de Minas.

Dentre os pratos que caíram no gosto popular, está o queijo da cidade de Serro, região central do Estado. Cerca de 10 toneladas são produzidas diariamente no município e em outros 11 distritos da região. Produtor há 30 anos, Jorge Brandão Simões faz mistério sobre o segredo do sucesso.

— Está ligado a um conjunto de fatores climáticos e naturais. É algo que os portugueses trouxeram e passa de geração para geração.

Na mesma região, 100 anos de história compõem o doce que leva a exclusividade no nome: o legítimo rocambole de Lagoa Dourada conquista os turistas com sua massa, trazida da França por um casal que queria garantir uma renda extra ao orçamento.

Já em Ponte Nova, na Zona da Mata, cozinheiras se esforçam para manter o processo artesanal da goiabada. O resultado, segundo Efigênia Amaro, uma das produtoras, é proporcional ao trabalho: um tacho de cobre de 8kg leva cerca de três horas para atingir o ponto ideal.

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No noroeste do Estado, a empada de Paracatu surpreende: no lugar da conhecida "massa podre", o prato leva massa de capa fina. Unida ao recheio, ela fica mais suculenta que as empadas tradicionais. 

Para os visitantes do sul de Minas, duas opções se destacam: o pé-de-moleque de Piranguinho e a linguiça defumada de Santa Rita do Sapucaí. Há quase 80 anos, a Barraca Vermelha recebe visitantes ilustres:o ex-presidente Juscelino Kubitscheck e Hebert Viana, vocalista do Paralamas do Sucesso,já passaram para garantir um pé-de-moleque. Responsável por tocar o negócio da família, Sônia Torino afirma que "o amor pelo que faz" é fundamental para ajudar a cidade a manter o título de "capital nacional" do doce.

A vontade de ajudar o próximo levou Maria Ângela Dias a resgatar a herança deixada pela mãe. Ao se mudar para o sul do Estado, ela queria encontrar algo que conquistasse os visitantes de Santa Rita do Sapucaí e arrecadasse fundos para manter uma associação que atende pessoas com câncer. A linguiça defumada, que tem origem italiana, mas foi "abrasileirada" para conquistar o paladar nacional, vende, em média, 780kg durante a semana da festa da cidade. O projeto deu certo: hoje em dia, o lucro arrecadado com o prato representa 80% do orçamento anual da instituição.

 
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