Minas Gerais

27 de Maio de 2016

Você está em:

Notícias

Notícias

Cinco estações do metrô de BH são campeãs de violência

Falta de policiamento e infraestrutura precária são principais reclamações de usuários

Do R7 MG * | 05/11/2012 às 18h20

Publicidade

Utilizar o metrô de Belo Horizonte se tornou uma aventura perigosa para os passageiros que se deslocam entre a capital mineira e Contagem, na região metropolitana. Casos de violência, como roubos, furtos e ataques sexuais, começam a virar rotina dentro e fora das estações. De acordo com a Polícia Militar (PM), das 19 estações que compõem a única linha do metrô, cinco delas são consideradas as mais perigosas para os usuários: Santa Efigênia, Santa Inês, José Cândido da Silveira, Vila Oeste e Cidade Industrial.

A reportagem do R7 MG visitou os locais e constatou que a principal reclamação de comerciantes e usuários é a falta de policiamento. A atendente Karina Lopes Rodrigues conta que já foi roubada três vezes na loja de biscoitos em que trabalha, na estação José Cândido da Silveira, na região leste de BH. Ela chegou a ser roubada pela mesma pessoa duas vezes em uma semana, e diz que este tipo de ocorrência é comum no local.

Leia mais notícias no R7 MG

— A polícia só aparece quando acontece alguma coisa e os seguranças da estação não podem fazer nada, pois nem armados eles ficam. Se eu pudesse, nem trabalharia mais aqui.

Com um grande matagal ao lado, e iluminação precária nas ruas no entorno, comerciantes e usuários contam que os casos de furto e roubo são recorrentes nas imediações da estação. Dona de uma lanchonete Áurea Rinco Barbosa conta que sua loja já foi arrombada durante a madrugada, mas que os seguranças do metrô não chegaram a ver a ação. No dia seguinte, ela achou a loja revirada, sem a caixa registradora.

Já na estação Santa Inês, também na região leste, o perigo começa logo no acesso à rua Timóteo. A passagem para os pedestres é feita por meio de um túnel, que com a iluminação ruim, transforma os usuários em alvo fácil para bandidos que agem na região. Geni Maria Barbosa trabalha em uma lanchonete na estação e conta que há cerca de três semanas uma idosa foi agredida e roubada no local.

Na estação Santa Efigênia, o perigo maior está na passarela que dá acesso ao local, para quem vem da avenida dos Andradas. No fundo da estação é comum a presença de traficantes e usuários de drogas. Márcio Raimundo dos Santos trabalha em uma lanchonete, e teve a sorte de nunca ter sido assaltado. Porém, ele disse que os casos de furto a usuários são comuns, e que a presença da PM é coisa rara de se ver.

— Aqui a situação é complicada. Na saída da rua Mamoré não tem iluminação, e ela fica muito deserta. Além disso, ficam muitos elementos suspeitos por aqui, por causa das Torres Gêmeas. Eu nunca tive problema, graças a Deus, mas já cansei de ver estes casos aqui.

Resposta

Segundo o coronel Rogério Andrade, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a Polícia Militar é responsável pelo policiamento na parte externa das estações, e não tem competência para fazer a segurança na área interna, que é de responsabilidade da CBTU.

— A PM é parceira da empresa e atua nas demandas necessárias. Quando existem ocorrências a polícia faz o seu trabalho, mas não é sua competência realizar policiamento dentro das estações. Na parte externa o que acontece são os policiamentos preventivos de rotina, que acontecem não apenas no metrô, mas em todas as regiões da cidade.

De acordo com dados da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), cerca de 300 seguranças, entre contratados e próprios, trabalham nas estações de BH, em dois turnos. Estes profissionais são responsáveis pela segurança dos passageiros dentro da área das estações, porém, deste total, apenas uma pequena parcela trabalha armada, que são aqueles que protegem as bilheterias.

* colaborou o estagiário Leonardo Dias

 
Veja Relacionados:  metrô, bh, violência, pm, furto, roubo
metrô  bh  violência  pm  furto  roubo 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!
RSS