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Grande BH registra média de um afogamento de crianças por mês

Em janeiro de 2013, um menino morreu depois de cair em um tanquinho de água

Ramon Guerra, do R7 MG | 19/01/2013 às 01h30

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Um levantamento feito pelo Pronto-SocorroJoão 23, na região central de Belo Horizonte, revela que durante o ano de 2012 foram 15 atendimentos a crianças com idades entre 0 e 12 anos vítimas de afogamento. O número ultrapassa a média de um caso por mês no período. Dentre as ocorrências, segundo a Fhemig (Fundação Hospitalar de Minas Gerais), que administra o hospital, apenas um terminou em morte, em janeiro do ano passado.

Um ano depois, a triste estatística já foi igualada no segundo dia de janeiro de 2013. Um bebê morreu afogado após cair em um tanquinho de lavar roupa e ficar, segundo o Corpo de Bombeiros, submerso por cerca de 20 minutos. Ele chegou a ser socorrido para o hospital Risoleta Neves, em Venda Nova, de onde foi transferido para o João 23. Gustavo Antônio Ribeiro Nunes, de um ano e cinco meses, conforme relatório médico, morreu por causa de quatro paradas cardiorrespiratórias. O caso ainda está sendo investigado pela polícia.

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Conforme a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, os afogamentos são a principal causa da morte de meninos entre cinco e 14 anos de idade no mundo. No estudo, aparecem como fatores de risco idade inferior a 14 anos e o uso de álcool, por exemplo. Segundo o Capitão Frederico Pascoal, assessor de imprensa do Corpo de Bombeiros, apenas "quatro ou cinco centímetros" de água são suficientes para que um bebê na faixa etária de Nunes se afogue.

— Até os 2 anos de idade, as crianças praticamente não têm noção de perigo, têm um equilibrio corporal pequeno, e uma tendência grande a cair e em locais com água. E por não ter facilidade de se equilibrar, também fica difícil de sair de lá caso elas caiam.

Apesar disso, o capitão fala que a corporação costuma atender mais casos em locais abertos, como clubes e áreas de diversão.

— Dentro de casa, este ano, a gente atendeu alguns, mas não é o comum.

De acordo com Pascoal, o único socorro que a pessoa deve prestar por conta própria é retirar quem está se afogando da água. Em seguida, ele afirma que é importante ligar para os bombeiros, que analisam a situação e podem auxiliar no socorro por telefone, como foi o caso do bebê salvo em Ouro Preto, na região central do Estado, com o auxílio de uma caneta. A família entrou em contato com a corporação e foi tentando reanimar a criança até a chegada da viatura. Camila Gabrielle dos Passos continua internada e respira com a ajuda de aparelhos no hospital.

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Os perigos de deixar crianças sozinhas perto da água
Média de afogamentos dos pequenos foi de 1,25 por mês em 2012
15 Casos de afogamentos de crianças*
1,25 Média mensal de afogamentos infantis*
1 Morte por afogamento em 2012
Grande BH - Região com maior número de afogamentos, segundo os Bombeiros
498 Número de afogamentos registrados em MG em 2012**

*Faixa etária entre 0-12 anos |**Entre adultos e crianças | Fontes: Fhemig - Hospital João 23 e Corpo de Bombeiros

 
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