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Inquérito aponta mais um policial envolvido na morte de Eliza Samudio

Investigação revela telefonemas de suspeitos para Gilson Costa na época do crime

Do R7 MG, com Record Minas | 26/02/2013 às 19h56
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Um inquérito feito pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa) de Belo Horizonte, a pedido do Ministério Público, aponta mais um suspeito de participação na morte de Eliza Samudio. A Polícia Civil quebrou os sigilos bancários e telefônicos do goleiro Bruno Fernandes, de Marcos Aparecido, o Bola, e do policial aposentado José Lauriano, o Zezé, e identificou, além de depósitos de altos valores, ligações para o policial Gilson Costa na época do crime.

No curso da investigação de Zezé, surgiu o nome do policial civil Gilson Costa, que ainda atua na corporação. Costa é réu, com Bola e outros dois acusados, no caso que investiga a tortura e execução de dois homens no sítio de Bola, que era usado para o treinamento do extinto GRE (Grupo de Resposta Especial).

Justiça autoriza acusação a anexar entrevista de primo do goleiro Bruno ao processo

Segundo a polícia, Bola ligou para Zezé 15 vezes na noite em que Eliza teria sido morta. O envolvimento de Gilson Costa consta nesta investigação paralela em caráter sigiloso. 

Os depósitos apontam movimentações de mais de R$ 100 mil nas contas dos envolvidos, valores incompatíveis com seus rendimentos.

O advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, afirma que o jogador tinha rendimentos que justificam os montantes.

— Havia transferências de R$ 80 mil, R$ 100 mil, mas nunca apareceram os valores apontados pela acusação como pagamento pela morte de Eliza. Quem gerenciava a vida econômica do Bruno era o Macarrão, ninguém discute isso.

O inquérito, com cinco volumes, é sigiloso e ainda não foi anexado ao processo.

Divulgação é criticada

Segundo o promotor Henry Vasconcelos, Lúcio Adolfo pode responder criminalmente por ter divulgado informações sigilosas do inquérito. Procurado pela reportagem, Zezé afirma que é inocente e que nenhuma acusação contra ele foi comprovada.

O advogado de Bola, Ercio Quaresma, ironizou a tentativa do MP em ligar a morte de Eliza a mais um ex-integrante do GRE.

— Nesse inquérito só tem delírios de um promotor que quer fazer mágica. Daqui a pouco vão procurar pela Eliza no sítio do GRE.

Júri
Na próxima segunda-feira (4), Bruno e a ex-mulher, Dayanne Rodrigues, começam a ser julgados pelo desaparecimento e morte de Eliza.

O goleiro responde por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver e pode pegar até 41 anos de prisão. Dayanne será julgada por sequestro e cárcere privado, com pena prevista de até cinco anos.

Na tarde desta quarta-feira (27), a 4ª Câmara Criminal do TJMG julga mais um pedido de habeas corpus para o goleiro. Desta vez, a defesa se apoia em um pré-contrato assinado com o Boa Esporte, de Varginha, para tentar conseguir a prisão domiciliar.

 
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