Sargento continua detido, mas advogado já pediu sua soltura ao Ministério Público
Juliana Ferreira, do R7 MG | 05/12/2012 às 09h30O inquérito policial que investigou a morte um jovem de 24 anos no aglomerado da Serra, na região centro-sul de BH, não definiu se o PM agiu em legítima defesa. Segundo o tenente coronel Filho, que comanda o batalhão responsável pela invasão ao morro, a conclusão sobre o motivo do assassinato será determinado pela Justiça, que analisará os depoimentos colhidos e os antecedentes do suspeito e das testemunhas.
Como o crime cometido pelo policial é doloso contra a vida de um civil, ele será julgado por um tribunal do júri. O assassinato foi investigado pela Polícia Militar e encaminhado para Justiça Militar, que por sua vez, passou o caso para Justiça comum.
Ainda de acordo com o coronel, há contradições entre as versões do militar e dos moradores que presenciaram o homicídio. Além disso, o inquérito, finalizado na última segunda-feira (5), também apresenta divergências nos depoimentos das testemunhas de acusação.
O defensor do sargento já pediu sua soltura ao Ministério Público, que deve analisar a concessão de liberdade nos próximos dias. Até lá, o militar continua detido.
Indiciamento
O policial acusado da morte do ajudante de pedreiro Helenilson Eustáquio da Silva Souza foi indiciado por homicídio. Segundo o tenente-coronel Filho, as apurações concluíram que o tiro que matou o jovem de 24 anos partiu da arma do sargento. Agora, cabe agora à Justiça apurar as circunstâncias do crime.
— Ainda carecemos de algumas provas técnicas que foi pedido para o Instituto de Criminalística. Aí vai caber ao Judiciário fazer a avaliação das circunstâncias.
Crime
Souza foi morto durante uma invasão da Polícia Militar ao aglomerado no dia 26 de novembro. Os militares perseguiam suspeitos de praticar um crime de saidinha de banco no bairro Funcionários. Após roubar um carro, trocar tiros com um policial civil e roubar duas motos, um dos suspeitos foi baleado, enquanto o outro conseguiu fugir em direção ao aglomerado. Segundo moradores, os agentes já subiram o morro atirando e provocaram a morte do rapaz.
Após a morte de Souza, protestos tomaram conta do local e um ônibus chegou a ser incendiado. Parte das linhas que circulavam pelo local chegaram a ser suspensas, mas logo o serviço voltou ao normal. Atualmente, a situação no aglomerado é tranquila.
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