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Macarrão confessa que Bruno decidiu matar Eliza Samudio

Braço-direito de goleiro diz que jogador foi mentor do crime e o chamou de "bundão"

Enzo Menezes, do R7 MG | 22/11/2012 às 01h57

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Luiz Henrique Romão, o Macarrão, réu no julgamento do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, apontou o goleiro Bruno como o mentor do assassinato de Eliza Samudio durante depoimento na madrugada desta quinta-feira (22). Segundo o braço-direito e amigo do jogador, Bruno teria decidido cometer o crime em uma quinta-feira e ainda pediu ajuda de Macarrão. Ainda de acordo com o réu, o atleta teria dito para que Macarrão parasse de ser "bundão" ao ter sido alertado do perigo pelo funcionário.

— Eu sou p..., deixa comigo, eu sou o Bruno.

Macarrão começou a chorar no momento em que começou a dar detalhes do diálogo entre ele e Bruno sobre a decisão de executar a jovem. De acordo com o réu, ele e Jorge Luiz Sales teriam levado Eliza até um local na Pampulha de onde ela foi retirada do carro por uma pessoa.

O depoimento de Macarrão começou na noite de quarta-feira (21) por volta das 23h, no fórum de Contagem, na Grande BH, e continuou na madrugada desta quinta-feira (22), terminando por volta de 4h. Chamando Bruno de “patrão” durante o interrogatório, o réu afirmou que as denúncias são “parcialmente” verdadeiras e contou que Eliza Samudio não foi sequestrada e levada para Minas. A jovem teria ido por vontade própria.

Macarrão afirmou também que o sangue achado na Land Rover do jogador foi provocado por uma cotovelada desferida por Jorge, menor de idade na época do crime. Segundo ele, Eliza teria irritado o jovem dentro do carro, usando um palavrão para se referir ao goleiro. Ele negou que tenha sido uma coronhada, como afirma a polícia.

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— Nem eu, nem o menor, andávamos armados.

Em um momento do depoimento, Macarrão disse que Bruno teria conhecido Eliza em uma “orgia no apartamento” e teria “transado com ele apenas 15 min”. Depois, o réu ainda completou que a jovem teria tentado extorquir dinheiro do jogador.

— Meu patrão não tinha dinheiro nem para colocar gasolina no carro, tinha uma vida toda desorganizada.

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Em outro momento, Macarrão disse que Eliza se ofereceu para viajar até Minas para garantir que receberia R$ 50 mil que pediu a Bruno. Ela teria dormido em um motel acompanhada do menor e de Macarrão e, depois seguido para o sítio.

Reviravolta

O terceiro dia de julgamento foi marcado pelo adiamento do júri do goleiro Bruno Fernandes, apontado como mandante do assassinato de Eliza Samudio. O julgamento dele, da ex-mulher, Dayanne de Souza e do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, será realizado no dia 4 de março de 2013.

Todas as testemunhas já foram ouvidas. E no início da noite de quarta-feira (21), acusação e defesa apresentaram as provas do caso.

 
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