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Morte de estudante da Ufop por consumo abusivo de álcool não tem culpados, diz polícia

Delegada concluiu investigação e a encaminhou para Justiça sem indiciamentos

Juliana Ferreira, do R7 MG | 05/02/2013 às 01h30
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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do estudante da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) Daniel Macário de Mello Júnior, de 27 anos, sem apontar culpados. O processo foi encerrado e encaminhado à Justiça, na segunda (4), sem indiciamentos por crime.

Segundo o entendimento da delegada que conduziu as investigações, Fabiana Leijoto, o jovem não foi forçado a ingerir álcool. A morte se deu por intoxicação por etanol pois ele bebeu voluntariamente.  O laudo da perícia do IML (Instituto Médico Legal) apontou 71 decigramas de álcool por litro de sangue.

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O estudante de artes cênicas foi encontrado morto dentro da república Nóis é Nóis em 27 de outubro do ano passado. Testemunhas contaram à polícia que a vítima havia bebido durante a tarde e continuou com o consumo de bebida alcoólica à noite.

Um mês depois, em 29 de novembro, oestudante de química industrial Pedro Silva Vieira, de 25 anos, também morreu em uma república na cidade. A suspeita é que ele tenha se engasgado com o próprio vômito após beber. A polícia ainda não terminou as investigações sobre o caso.


Abuso

Preocupada com a postura dos alunos que vivem na cidade histórica, a comissão de sindicância que investigou a morte de Vieira, sugeriu que sejam feitas mudanças nos estatutos das casas para que casos como o do jovem não ocorram novamente.

Segundo a Ufop, uma das medidas seria dar "treinamentos e orientações" para que os moradores das repúblicas possam prestar socorro médico em situações de emergência. Outra proposta é a de que a universidade possa agir em casos envolvendo representantes da comunidade acadêmica mesmo se eles acontecerem fora de ambientes ligados à instituição, como repúblicas ou campus.

A comissão, que contou com representantes da universidade, concluiu que a morte de Vieira não foi causada por "coações ou constrangimentos". Ainda de acordo com o relatório, o aluno teria "bebido excessivamente" antes de morrer. Segundo o pró-reitor de administração da universidade, André Luís dos Santos Lana, o ambiente da vida republicana estimulam o consumo excessivo de bebidas.

 
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