Minas Gerais

21 de Agosto de 2014

Você está em:

Notícias

Notícias

Promotor pede que primo do goleiro Bruno seja ouvido por videoconferência em júri

Jorge Luiz Rosa está em local desconhecido, após ser incluído em programa de proteção à testemunha

Ramon Guerra, do R7 MG, com MPMG | 13/11/2012 às 18h54

Publicidade

O promotor de Justiça de Contagem, na Grande BH, Henry Wagner Vasconcelos de Castro enviou, nesta terça-feira (13), um requerimento à Justiça para que Jorge Luiz Rosa, uma das principais testemunhas do caso do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, seja ouvido através de uma videoconferência durante o julgamento de cinco acusados do crime, incluindo o goleiro Bruno, marcado para começar na segunda-feira (19).

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), caso o pedido seja aceito, Rosa, que foi incluído no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, poderá ser inquirido do local onde estiver ou de outro que for considerado seguro.

Conforme o promotor, a medida é permitida pelo artigo 217 do Código de Processo Penal, caso a juíza responsável, Marixa Fabiane Lopes, verifique que a presença do réu possa causar humilhação, temor ou constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento.

Antes, Castro já havia pedido que a oitiva de Rosa fosse substituída pelo depoimento dado à polícia durante as investigações. Caso a videoconferencia seja negada, esse procedimento deverá ser mantido.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o requerimento do promotor já está com a magistrada, que ainda não decidiu se aceitará ou não. Segundo o TJMG, caso a juíza aceite, não será a primeira vez que isso acontece em julgamentos no Estado.

Primo de Bruno que cumpria medida socioeducativa ganha a liberdade

Testemunha

Segundo o advogado que representa Rosa, Eliézer Almeida, o pedido do promotor não deve funcionar. Conforme o defensor, que afirmou ter tomado conhecimento do requerimento através da imprensa, o fato de que o jovem está protegido pelo Estado pode atrapalhar.

— Se, de fato, ele for ouvido por videoconferência, de onde ele estiver falando, ele vai ter que falar encapuzado, pois se o rosto dele aparecer perdeu o sentido da medida protetiva. Nenhum dos advogados que fará a defesa dos adultos não estará lá [junto com Rosa]. Então, quem é que garante que aquele cidadão que estará encapuzado é ele?

Leia mais notícias no R7 MG

Para Almeida, caso haja a videoconferência, os advogados dos réus irão pedir que a oitiva seja anulada. Sobre a possibilidade de Rosa responder às perguntas "de cara limpa", o advogado é enfático.

— E o investimento do Estado, no programa que ele está incluído? Qual a finalidade de incluir o cidadão num programa de proteção se ele vai ter o rosto estampado para a mídia nacional e internacional?

Envolvimento

Jorge Luiz Rosa foi condenado, no dia 9 de agosto de 2010, a cumprir medida socioeducativa após confessar ter dado três coronhadas em Eliza dentro do carro do goleiro Bruno, no trajeto do Rio a Minas. Ele também afirmou em depoimento que teria visto Macarrão, amigo do jogador, jogando pedaços de carne, que seriam de Eliza, para cães da raça rotweiller. Em novo depoimento, negou a versão.

 


Tudo que você precisa saber agora está a um clique de distância: nova home do portal R7.


 
Veja Relacionados:  goleiro bruno, videoconferencia, depoimento, promotor, contagem, região metropolitana de belo horizonte,
goleiro bruno  videoconferencia  depoimento  promotor  contagem  região metropolitana de belo horizonte 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!
RSS