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Quatro médicos são condenados por matar paciente, retirar e vender órgãos

Criminosos permitiram a morte para alimentar banco clandestino em Poços de Caldas

Enzo Menezes, do R7 MG | 20/02/2013 às 15h27
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Quatro médicos acusados de permitir a morte de um paciente para retirar e vender órgãos foram condenados a 35 anos de prisão em Poços de Caldas, no sul de Minas. A sentença, divulgada nesta terça-feira (20), se refere a um caso que foi denunciado em 2002. Outras mortes são investigadas.

Outros dois médicos acusados de integrar o esquema tiveram as penas excluídas por terem mais de 70 anos de idade. A Justiça recomendou ao Conselho Federal de Medicina que casse os registros profissionais dos envolvidos, que podem recorrer em liberdade.

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Em abril de 2001, segundo o Ministério Público, F.H. teria negligenciado o tratamento de um jovem paciente do SUS para permitir a morte. Com o homicídio doloso, C.C.F., C.R.S. e G.Z. removeram os órgãos da vítima. A.C.Z. foi o responsável por vender os órgãos à entidade clandestina MG-Sul Transplantes, com a ajuda de J.A.G.

A.C.Z. foi condenado a 11 anos e seis meses de prisão, enquanto J.A.G., C.C.F. e C.S. receberam pena de oito anos em regime fechado.

Na decisão, o juiz Narcísio Alvarenga, da 1ª Vara Criminal, assinalou que pacientes jovens, pobres, “aptos” para se “candidatarem a doadores”, ficavam dias com tratamento inadequado, sedados, “para que os familiares, também na maior parte dos casos semianalfabetos, não desconfiassem de nada”.

Outro lado

A funcionária indicada como adminstradora da Santa Casa não foi encontrada para comentar o caso. Os advogados dos médicos ainda não se maninfestaram sobre as condenações.

CPI

Vereadores da cidade criaram a CPI do tráfico de órgãos em 2002 para apurar irregularidades na Santa Casa de Poços de Caldas, onde ocorreu o homicídio. Ficou comprovado que o hospital tinha ligação com a central clandestina de órgãos, que cobrava de pacientes para recebê-los.

 
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