Sobe para 151 o número de mortes causadas por febre amarela em Minas

Até o momento, 423 pacientes já foram diagnosticados com a doença no Estado

Maior parte das ocorrências está concentrada na região leste do Estado
Maior parte das ocorrências está concentrada na região leste do Estado Reprodução / Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

Subiu de 143 para 201 as mortes causadas por febre amarela, em Minas Gerais, neste ano. De acordo com a Ses (Secretaria de Estado de Saúde), outros 50 óbitos ainda estão sendo investigados no Estado.

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Até o momento, Minas já registrou 1.130 notificações de casos suspeitos da doenças, sendo que 423 foram confirmados. O Estado lidera o ranking de ocorrências da doença, no surto que atinge parte do Brasil. Até o momento, 62 municípios mineiros tiveram, pelo menos, um caso confirmado de febre amarela.

De acordo com a Ses, embora tenha aumentado o número de casos confirmados, desde o dia cinco de fevereiro houve uma redução significativa do número de novas notificações. Em relação às mortes de macacos com febre amarela, 110 cidades no Estado registraram ocorrências. A SMSA (Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte) ressalta que os macacos não transmitem a febre amarela e, assim como os humanos, são vítimas.

A febre amarela é transmitida para humanos quando um mosquito das espécies Haemagogus e Sabathes picam as pessoas após picar um primata não humano contaminado. Desse modo, a morte de macacos é um indicador importante de possíveis áreas de proliferação às quais o poder público deve voltar as atenções. Em ambiente urbano, a doença também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti – o que até o momento não há relatos em Minas Gerais.

Saiba quem deve se vacinar contra febre amarela

Para conter a proliferação da doença, o Governo tem tomado medidas como campanhas de vacinação e de conscientização. A Ses informou que até essa segunda-feira (17), 7.890.300 doses da vacina contra doença foram distribuídas em Minas. Dessas, 5.471.881 já foram aplicadas na população, sendo que 1.587.613 foram usadas em cidades com surto.