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Publicado em 14/12/2012 às 18h48 (Atualizado em 14/12/2012 às 18h51)
Palmeiras se alterna entre céu e inferno e termina 2012 rebaixado, mas com vaga na Libertadores
Verdão conquistou a Copa do Brasil, mas foi eliminado no Paulistão e deu vexame no Brasileiro
O ano de 2012 ficará marcado de uma forma no mínimo estranha na história do Palmeiras. Se por um lado a temporada poderá ser lembrada pelo título da Copa do Brasil, que quebrou um jejum de 12 anos sem conquistas nacionais do Verdão, o rebaixamento no Campeonato Brasileiro acabou se tornando um dos maiores vexames da história do clube.
Após um ano cheio de turbulências e brigas internas, como as que culminaram com a saída do atacante Kleber, hoje no Grêmio, o Palmeiras começou 2012 sob desconfiança da torcida. Embora tenha feito um bom início no Paulistão, o time caiu de produção na reta final e não conseguiu sequer segurar a vantagem de jogar o mata-mata em casa diante do Guarani.
Com um péssimo futebol demonstrado no Brinco de Ouro, em Campinas, o Palmeiras foi derrotado pelo Guarani e acabou eliminado nas quartas de final do Estadual. O técnico Luiz Felipe Scolari chegou a ter o cargo ameaçado após a queda no Paulistão, mas seguiu em frente, bancado pelo presidente Arnaldo Tirone.
A partir daí, começou um novo momento na história do Palmeiras na temporada. Com uma campanha que surpreendeu a torcida e os especialistas em futebol, o Verdão chegou à semifinal da Copa do Brasil como o menos favorito entre Grêmio, São Paulo e Coritiba.
Com uma vitória histórica no Estádio Olímpico, marcada por dois gols na reta final da partida, e um empate no jogo da volta, em Barueri, o Palmeiras deixou para trás o favoritismo gremista e foi para a final, onde enfrentaria o Coritiba. A equipe paranaense chegava pelo segundo ano consecutivo à decisão da competição e não queria deixar o título escapar novamente, como aconteceu em 2011 diante do Vasco.
Na grande final da Copa do Brasil, o Palmeiras conseguiu abrir vantagem em casa ao fazer 2 a 0. No jogo da volta, em Curitiba, o time de Felipão entrou em campo buscando um gol como visitante para tornar ainda mais complicada a missão dos paranaenses. O susto veio na segunda etapa, quando o Coxa abriu o placar. Poucos minutos depois, após cruzamento de Marcos Assunção, Betinho deixou o placar empatado, suficiente para o bicampeonato do Verdão, e a conquista da vaga na Libertadores 2013.
O momento de euforia com o retorno do Palmeiras ao caminho das conquistas nacionais logo foi interrompido pelo sinal de alerta ligado pela má campanha do time no Brasileiro. Desde o início, o Verdão frequentou a zona do rebaixamento, mas o título da Copa do Brasil deixava nos jogadores e torcida a sensação de que a equipe se levantaria a qualquer momento, como fez o Corinthians, que chegou a ser lanterna do Brasileirão quando conquistou a Libertadores também em julho, mas deixou a parte de baixo da tabela semanas depois.
Com derrotas e mais derrotas, a boa fase deu lugar a uma nova crise com brigas internas, ameaças a jogadores e dirigentes por parte de torcedores. O técnico Luiz Felipe Scolari acabou demitido em setembro, após uma derrota para o Vasco em São Januário. O presidente Tirone havia chegado a dizer, semanas antes, que buscaria um acordo de renovação com Felipão para a Libertadores 2013.
Para o lugar de Felipão, o Palmeiras foi buscar na Ponte Preta o técnico Gilson Kleina. Com uma série de três vitórias entre Brasileirão e Copa Sul-Americana, a chegada do novo treinador chegou a reacender a esperança do torcedor alviverde. No entanto, uma derrota sofrida para o São Paulo por 3 a 0 em outubro acabou com a sequência positiva e mergulhou o Verdão em uma nova má fase.
Eliminado na Copa Sul-Americana diante do Millionários, da Colômbia, o Palmeiras começou a sofrer também com derrotas fora do campo. Torcedores arremessaram objetos em campo durante o clássico contra o Corinthians, o que motivou a perda de seis mandos de jogo na reta final do Brasileirão. Além disso, Gilson Kleina teve que lidar com seguidas lesões de seus jogadores, tendo que montar times quase inteiramente desfalcados nas partidas decisivas na luta contra o rebaixamento.
Em novembro, o Palmeiras foi oficialmente rebaixado pela segunda vez em sua história, exatamente dez anos depois da primeira queda, no Brasileirão 2002. Protestos de torcedores, atos de vandalismo, como o incêndio na loja oficial do clube, no Estádio Palestra Itália, além muita frustração marcaram o drama palmeirense vivido no fim de um ano que poderia ter entrado apenas positivamente na trajetória do clube.
Para 2013, o Verdão terá a Libertadores, a Série B e a inauguração de sua nova Arena Palestra Itália como fatores que podem levar o clube a um ressurgimento histórico. Exemplos, afinal, não faltam, já que o Grêmio também caiu duas vezes, e hoje é figura presente na parte da cima da tabela das recentes edições do Brasileirão. O Fluminense, que chegou à Série C, é campeão brasileiro duas vezes nos últimos três anos.











