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30/12/2012
O gigante está acordando: consumidor conquista vitórias importantes na área de telecomunicações e internet
A proximidade de dois eventos de grande porte fez com que a preparação da infraestrutura de comunicações e TI do País seja tratada como prioridade em 2012. O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, aposta que o Brasil “fará bonito” na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Parte desse projeto de infraestrutura passa pela exigência de maior qualidade dos serviços prestados aos consumidores brasileiros. Neste sentido, a pasta de Paulo Bernardo é uma das mais cobradas para que o País seja um bom anfitrião durante os eventos esportivos.
Por meio de uma série de medidas, o governo tenta acelerar o processo de inclusão digital dos brasileiros. O “salto tecnológico” pretendido pelo governo deve deixar o País pronto para receber a internet 4G (LTE), diminuir os preços de smartphones para os consumidores e ainda prevê um programa de financiamento para startups nacionais. Além de, mais importante, oferecer todos estes serviços com qualidade.
Outro fato comemorado pelo ministro foi a divulgação de resultados positivos na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE em setembro:
— Vamos chegar no fim do ano [2012] com 26 milhões de residências conectadas. O mais importante é o seguinte: o mercado brasileiro continua bom. No PNAD, o item que mais cresceu nas casas foi o computador de mesa e, em segundo lugar, o microcomputador.
Confira os pontos altos das telecomunicações neste ano de 2012:
Plano Nacional da Banda Larga – Iniciativa lançada em 2010 pelo governo para popularização da internet, o PNBL finalmente começa a se desenvolver no interior do Brasil. O País teve um crescimento de 58% nas adesões à banda larga entre 2011 e 2012. Entretanto, os internautas de primeira viagem sofreram com o descumprimento das provedoras do serviço. O governo usou o leilão da tecnologia 4G para expandir a rede de serviços de internet e, finalmente, oferecer conexões de qualidade a um preço razoável. O pacote de incentivos também espera smartphones populares como “presente de Natal” aos brasileiros.
Chips proibidos – a Anatel deu voz à insatisfação do consumidor brasileiro e numa decisão sem precedentes suspendeu a venda de novas linhas de telefonia celular e internet das operadoras TIM, Claro e Oi. A medida durou cerca de 30 dias, período no qual as companhias tiveram de apresentar planos de recuperação para melhoria na capacidade das redes, diminuição do número de interrupção dos serviços e de reclamações no setor de atendimento da agência.
O nono dígito – boa parte dos paulistas de São Paulo e de 63 municípios tiveram que se acostumar ao dígito 9 na frente dos números de celulares. De acordo com levantamento da Anatel, em todo o Estado tem uma multidão de chips: 64 milhões de linhas de celulares ativas. Para continuar oferecendo linhas, a agência precisou aumentar acrescentar o nono dígito ao início dos números da área 11. A mudança aumentou de 44 milhões para 90 milhões a disponibilidade de combinações numéricas.
A tímida chegada do 4G – a banda larga de altíssima velocidade (4G) dá seus primeiros passos no Brasil. A tecnologia já está em funcionamento em cidades pilotos e as operadoras devem lançar seus pacotes com o serviço até abril do próximo ano. O governo promete o 4G disponível em todas as grandes capitais do País até a Copa do Mundo. Por enquanto, dois temas ainda causam desconfiança: a expectativa de alto preço do serviço e a falta de aparelhos com suporte ao 4G. Governo e operadoras apostam que a chegada da nova tecnologia deve descongestionar o 3G, melhorando seu desempenho.
Velocímetro da Anatel – Talvez o maior motivo de insatisfação do internauta brasileiro, a entrega (ou descumprimento) da velocidade da internet fixa e móvel contratada será regulada pela Anatel. A agência estipulou metas de porcentagens para que as companhias fornecedoras do serviço cumpram a partir de 2013. A velocidade mínima de conexão entregue pelas empresas com mais de 50 mil assinantes deverá ser de 60%, em uma média mensal. Esses percentuais deverão aumentar progressivamente até chegar a uma média mensal de 80% da velocidade contratada em 2014. Atualmente, a velocidade média entregue aos usuários fica em torno de 10% do que é contratado. As empresas também são obrigadas a disponibilizar aos internautas ferramentas para medição de sua taxa de velocidade.










