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Publicado em 14/12/2012 às 07h57 (Atualizado em 17/12/2012 às 09h11)
Após reeleição, Obama enfrenta missão de aprovar reformas migratória e fiscal
Presidente democrata fica no poder até final de 2016
Do R7, com agências internacionais

O principal objetivo de Obama atualmente é iniciar uma série de iniciativas para reativar a economia
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conseguiu se reeleger neste ano de forma mais fácil do que o esperado e em um cenário com eleitores cada vez mais divididos, o que definiu dois desafios claros para seu segundo mandato: o equilíbrio fiscal e a reforma migratória.
Após uma longa e intensa corrida eleitoral, Obama garantiu sua reeleição no último dia 6 de novembro com uma vantagem maior do que a prevista por analistas políticos e pelo Partido Republicano, de seu adversário Mitt Romney.
A mensagem a favor da classe média, que desde o final de 2011 começou a se propagar com excursões por todo o país, foi direcionada a uma ampla parcela da população, formada por afro-americanos, latinos, mulheres e jovens, que juntos já superam, pelo menos em número, os tradicionais eleitores dos republicanos.
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Longe das ambiciosas promessas de 2008, o principal objetivo de Obama atualmente é iniciar uma série de iniciativas para reativar a economia até 2016: mais investimentos em educação, mais empregos no setor manufatureiro, menos dependência do petróleo estrangeiro e mais impostos aos ricos.
Esse aumento das taxas para os ricos é um dos princípios aos quais Obama se nega a renunciar na negociação com os republicanos para evitar o "abismo fiscal", a combinação do aumento generalizado de impostos e cortes dos gastos públicos que entrarão em vigor em janeiro se antes não for fechado um acordo de redução de déficit.
Esses é "seu único princípio inviolável", afirmou à agência EFE Bruce Gronbeck, professor emérito da Universidade de Iowa. Obama "não cederá" porque foi ele quem ganhou as eleições e, além disso, as pesquisas refletem que uma "arrasadora maioria" de americanos culpa mais os republicanos do que o governante em relação ao risco do "abismo fiscal", declarou Steffen Schmidt, professora de Ciências Políticas da Universidade Estatal de Iowa.
Imigrantes
Além de evitar esse temido cenário, Obama terá que apostar a médio prazo em uma necessária reforma tributária, da mesma forma que outra sobre o sistema migratório, a qual é reivindicada insistentemente por uma comunidade latina cada vez mais numerosa e influente.
Neste aspecto, o presidente acredita que as negociações para a reforma migratória possam começar imediatamente após a cerimônia de juramento de seu segundo mandato, que será realizada no dia 21 de janeiro.
Para Steffen, essa reforma deverá ser aprovada pelo Congresso apesar de a ala mais conservadora do Partido Republicano, o Tea Party, não estar de acordo nem mesmo com programas "de normalização migratória", como o Dream Act, que visa legalizar a situação de estudantes imigrantes ilegais.
Gronbeck, por outro lado, acredita ser "pouco provável" um acordo entre democratas e republicanos sobre uma reforma integral, mas considera possível a aprovação do Dream Act, assim como a elaboração de um projeto de lei que marque o início de "um caminho em direção à regularização" de milhões de imigrantes ilegais.
Política externa
No campo da política externa, Obama acompanha o conflito na Síria e disse que, na utilização de armas químicas por parte do regime de Bashar al Assad, os EUA poderiam considerar uma ação militar, a qual até agora é reticente.
Em relação ao Irã, a estratégia será continuar com a pressão e as sanções para evitar que esse país desenvolva uma arma nuclear, enquanto a admissão da Palestina como Estado observador da ONU representa um novo desafio para as conversas de paz com Israel, que, por sua vez, não avançaram durante o primeiro mandato de Obama, apesar de ele ter alcançado em 2008 o prêmio Nobel da Paz.
Reforçar a presença geopolítica e os laços econômicos com a Ásia é algo "crucial" para o futuro dos Estados Unidos, afirmou o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, em um recente encontro com correspondentes estrangeiros.
Não foi por casualidade que a primeira viagem de Obama ao exterior após sua reeleição incluiu passagens por três países asiáticos (Tailândia, Mianmar e Camboja), enquanto a América Latina espera deixar de ser a grande esquecida.










