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Consumidor aproveita corte de imposto para fazer compras

IPI ficou reduzido boa parte do ano para ajudar a escoar produção da indústria

Felippe Constancio, do R7

Uma das medidas mais importantes adotadas pelo Brasil para sustentar o emprego em 2012 foi a redução dos impostos sobre os chamados bens de linha branca. Máquinas de lavar, geladeiras e fogões tiveram um alívio nos custos e ficaram mais baratos.

A psicóloga Fernanda Cardoso foi uma das brasileiras que aproveitou a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

— Aproveitei o momento para comprar lavadora, secadora, microondas e mais duas geladeiras. Eu tive que fazer isso porque mudei de casa para apartamento.

O governo prorrogou o IPI reduzido e Fernanda não precisou comprar tudo de uma vez. Respirou, colocou as contas em dia e ainda deu tempo de pegar a alíquota reduzida para comprar mais itens.

— Não teve uma época que ia acabar o desconto? Eu ia ter que comprar antes de terminar o incentivo. Se [o IPI] fosse voltar em outubro eu ia ter que comprar tudo junto, de uma vez.

Caça aos descontos

O varejo também tirou proveito da redução do IPI para bens de linha branca, mas abocanhou parte do desconto para aumentar a margem de ganho. De acordo com a consultoria GfK, o preço dos produtos no varejo não foi reduzido na mesma proporção que o IPI.

Segundo levantamento feito pela consultoria, o preço das três principais categorias de linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar) recuou 4%, enquanto a redução do imposto foi de até 10 pontos percentuais, como no caso das lavadoras.

Uma vez que o varejo escolhe quais produtos deseja oferecer maior desconto, de acordo com os seus estoques, o jeito foi o consumidor caçar os descontos, como fez Fernanda.

— A secadora e uma das geladeiras foram (compradas) no mesmo mercado. A segunda geladeira eu comprei numa loja, que bateu o preço da internet e ainda de desconto de R$ 100 na compra à vista.

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Com maior ou menor desconto, a medida do governo teve um resultado “muito bom” para o ramo de linha branca, segundo o presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos). Segundo ele, a previsão de faturamento é de um aumento geral de 15% a 20% no ano.

— Já fechamos o ano. O varejo já fez as encomendas para vender em dezembro. Já está entregue todo o volume de 2012, e esperamos que a prorrogação se mantenha em 2013.

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