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Publicado em 14/12/2012 às 19h41 (Atualizado em 17/12/2012 às 09h09)
Desabamento: 3 prédios caem no centro do Rio e matam mais de 20 pessoas
Após investigação, a Polícia Federal indiciou sete pessoas por homicídio culposo
Do R7
No início do ano, o Rio de Janeiro viveu sua tragédia mais marcante em 2012. Em 25 de janeiro, o desabamento de três prédios na rua Treze de Maio deixou 22 mortos. Alguns corpos não foram encontrados. Os dias que sucederam o desastre foram marcados por buscas intermináveis sob a montanha formada por toneladas de escombros.
Ao longo das semanas seguintes, a polícia avançou na investigação e, em 3 de abril, foi concluído que quatro paredes estruturais haviam sido derrubadas em uma obra comandada pela empresa T.O (Tecnologia Organizacional) no nono andar do Edifício Liberdade, o mais alto dos três que desmoronaram.
Os investigadores comprovaram ainda, com base em depoimentos, que a empresa contratada para a obra não era especializada e geralmente fazia serviços de decoração, como colocar gesso, persianas e carpetes. Na ocasião, segundo a polícia, um dos operários chegou a questionar se não seria necessária a presença de um engenheiro para avaliar a obra. Uma funcionária da T.O responsável pela reforma teria ignorado o alerta.
A Polícia Federal encerrou o caso no dia 24 de maio, quando o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico, concluiu o inquérito indiciando sete pessoas pelo desabamento.
Os envolvidos respondem por quatro crimes: homicídio culposo, quando não a intenção de matar; lesão corporal culposa, crime de desabamento e dano culposo a bem tombado pela União, uma vez que o Theatro Municipal, vizinho aos edifícios, foi danificado.
Câmeras flagram o momento da queda dos prédios
Vídeo mostra pânico após desmoronamento
Veja o antes e o depois do local do desabamento












