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Publicado em 14/12/2012 às 20h20 (Atualizado em 14/12/2012 às 20h11)
Meio-ambiente: documento final da Rio+20 decepciona e petroleira Chevron paga multa de R$ 35 mi por vazamento
Executivos da empresa petrolífera foram proibidos de deixar o País e tiveram passaportes retidos
Do R7
Entre os dias 13 e 22 de junho, o Rio de Janeiro recebeu a Rio+20 e foi palco de grandes debates sobre o ideal de um planeta mais sustentável. Embora tenha se criado a expectativa de avanços reais, o documento final da conferência — batizado de O Futuro que Queremos — foi recebido com desconfiança.
Membros da sociedade civil que fizeram parte do evento e representantes de governo se queixaram do pouco aprofundamento em temas considerados urgentes, como oceanos, financiamentos de políticas sustentáveis e direitos das mulheres. A falta da definição de metas a serem alcançadas pelos países também foi criticada.
Processo judicial contra executivos da Chevron
No mesmo ano em que recebeu a conferência que visa proteger o Planeta, o Rio sofreu com ameaça ao meio-ambiente. A exemplo do que ocorreu em 2011, a petroleira Chevron e a operadora de sondas Transocean foram responsabilizadas por novos vazamentos, detectados em março no Campo do Frade, na região norte do Estado.
No mesmo mês, 17 funcionários das duas empresas, entre eles alguns executivos, entregaram os passaportes à Justiça. Todos ficaram impedidos de deixar o País. Em agosto, a justiça brasileira ordenou que a Chevron e a Transocean suspendesses suas operações de extração e transporte de petróleo no Brasil. A petroleira pagou multa de R$ 35 milhões. Em dezembro, as companhias recuperaram o direito de atuar no País.
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