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Mercadante substitui Haddad e assume o Ministério da Educação com discurso de distribuição de tablets

Neste ano, ministro não teve grandes preocupações com Enem

Do R7

Mercadante assumiu o Ministério da Educação no lugar de Haddad (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Aloizio Mercadante tomou posse do MEC (Ministério da Educação) no dia 24 de janeiro, com 57 anos. Ao receber o cargo de ministro, levou também um conselho de seu antecessor, Fernando Haddad: “não se preocupe com o possível desgaste de imagem que pode decorrer da criação de programas”.

Depois de quase oito anos como ministro, Haddad recebeu diversas críticas por causa de problemas com o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Já neste ano, Mercadante não teve grandes preocupações com o exame. Em compensação, os royalties do pré-sal, e a colocação do Brasil em penúltimo lugar num ranking global de qualidade de educação deram o que falar.

Mercadante é formado em economia e professor licenciado da PUC São Paulo (Pontifícia Universidade Católica) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Começou sua gestão como ministro defendendo uma maior participação da educação no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. E já falava, no dia da posse, de uma arrecadação maior na divisão dos royalties do petróleo retirado da camada pré-sal.

Desde então, o principal assunto que rodeia a pasta é a defesa de uma medida provisória editada pela presidenta Dilma Rousseff que destina à educação 100% dos recursos dos Royalties. O que renderia, no ano de 2013, R$ 16 bilhões para o setor. Além disso, pelo menos 50% dos rendimentos do Fundo Social devem ir para educação.

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Outra ação do ministro em 2012 foi o lançamento do “Pacto nacional pela alfabetização na idade Certa”. O objetivo é alfabetizar todas as crianças brasileiras até os oito anos de idade. O projeto deve dar formação continuada a 360 mil professores alfabetizadores e comprar 60 milhões de novos livros didáticos.

Apesar dos grandes projetos lançados durante o ano, o país ficou em penúltimo lugar no ranking global de qualidade de educação da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit). A pesquisa avaliou 40 países. Dos seis países com os piores sistemas de educação do mundo, o Brasil esta atrás da Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia e México, ganhando apenas da Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.

Em relação à tecnologia, o MEC anunciou a distribuição de 600 mil tablets para professores do ensino médio a partir do segundo semestre de 2012.  Em 21 de novembro, Aloizio Mercadante entregou 200 tablets aos coordenadores estaduais do Proinfo Integrado (Programa Nacional de Tecnologia Educacional) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa. A entrega de 5.000 unidades adquiridas pelo ministério será realizada apenas em 2013.

Projetos

Entre os projetos que devem ser reforçados por Mercadante em 2013 esta o Ciência sem Fronteiras. A meta do governo é levar 101 mil estudantes brasileiros ao exterior até 2014. O ministro destaca agora a importância de parcerias com a China para os intercâmbios.

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