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Publicado em 14/12/2012 às 13h58 (Atualizado em 17/12/2012 às 14h10)
Mercadante substitui Haddad e assume o Ministério da Educação com discurso de distribuição de tablets
Neste ano, ministro não teve grandes preocupações com Enem
Do R7
Aloizio Mercadante tomou posse do MEC (Ministério da Educação) no dia 24 de janeiro, com 57 anos. Ao receber o cargo de ministro, levou também um conselho de seu antecessor, Fernando Haddad: “não se preocupe com o possível desgaste de imagem que pode decorrer da criação de programas”.
Depois de quase oito anos como ministro, Haddad recebeu diversas críticas por causa de problemas com o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Já neste ano, Mercadante não teve grandes preocupações com o exame. Em compensação, os royalties do pré-sal, e a colocação do Brasil em penúltimo lugar num ranking global de qualidade de educação deram o que falar.
Mercadante é formado em economia e professor licenciado da PUC São Paulo (Pontifícia Universidade Católica) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Começou sua gestão como ministro defendendo uma maior participação da educação no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. E já falava, no dia da posse, de uma arrecadação maior na divisão dos royalties do petróleo retirado da camada pré-sal.
Desde então, o principal assunto que rodeia a pasta é a defesa de uma medida provisória editada pela presidenta Dilma Rousseff que destina à educação 100% dos recursos dos Royalties. O que renderia, no ano de 2013, R$ 16 bilhões para o setor. Além disso, pelo menos 50% dos rendimentos do Fundo Social devem ir para educação.
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Outra ação do ministro em 2012 foi o lançamento do “Pacto nacional pela alfabetização na idade Certa”. O objetivo é alfabetizar todas as crianças brasileiras até os oito anos de idade. O projeto deve dar formação continuada a 360 mil professores alfabetizadores e comprar 60 milhões de novos livros didáticos.
Apesar dos grandes projetos lançados durante o ano, o país ficou em penúltimo lugar no ranking global de qualidade de educação da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit). A pesquisa avaliou 40 países. Dos seis países com os piores sistemas de educação do mundo, o Brasil esta atrás da Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia e México, ganhando apenas da Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.
Em relação à tecnologia, o MEC anunciou a distribuição de 600 mil tablets para professores do ensino médio a partir do segundo semestre de 2012. Em 21 de novembro, Aloizio Mercadante entregou 200 tablets aos coordenadores estaduais do Proinfo Integrado (Programa Nacional de Tecnologia Educacional) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa. A entrega de 5.000 unidades adquiridas pelo ministério será realizada apenas em 2013.
Projetos
Entre os projetos que devem ser reforçados por Mercadante em 2013 esta o Ciência sem Fronteiras. A meta do governo é levar 101 mil estudantes brasileiros ao exterior até 2014. O ministro destaca agora a importância de parcerias com a China para os intercâmbios.
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