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Sete anos depois de vir à tona, mensalão é julgado em meio a queda de braço de ministros

Barbosa e Lewandowski protagonizaram discussões acaloradas na análise do caso

Do R7

Os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski começaram os desentendimentos antes do início do julgamento (Foto: José Cruz/ABr)

Após sete anos de espera e já com as sentenças dos chamados “réus do mensalão” definidas, parecia que as divergências entre os ministros Joaquim Babosa e Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), não iam terminar. Durante todo o julgamento na Corte, que começou no dia 2 de agosto, os dois ministros discordaram em diversos pontos e tiveram inúmeras discussões – algumas bastante acaloradas.

A Ação Penal 470 incluiu 40 indiciados, dos quais 12 foram absolvidos durante o julgamento. Três deles sequer chegaram a ser julgados: o deputado José Janene, que morreu em 2010l além de Sílvio Pereira (ex-secretário-geral nacional do PT) e Carlos Alberto Quaglia, pois os magistrados definiram que não havia provas suficientes para processá-los.

Um dos primeiros bate-bocas entre Barbosa, o relator do processo, e Lewandowski, o revisor, aconteceu antes mesmo de o julgamento começar. Os dois se desentenderam quanto à divisão da análise, pois alguns dos réus não teriam foro privilegiado para serem julgados no STF. No fim, o plenário manteve a união do processo.

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Depois de meses de discussões constantes, os ânimos aparentemente se acalmaram com a posse de Barbosa no cargo de presidente do Supremo e de Lewandowski, no de vice, dia 22 de novembro. Isso se deu em razão da aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, que completou 70 anos em meio ao julgamento.

O ministro Cezar Peluso também teve que deixar o julgamento antes do fim. No dia 31 de agosto, ele participou de sua última sessão, pois completaria 70 anos na semana seguinte.

Além dos bate-bocas, alguns fatos curiosos marcaram as sessões do STF. No dia 13 de agosto, o advogado de Emerson Palmieri comparou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao apresentador Jô Soares. Os presentes caíram no riso com a opinião do defensor.

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Pouco antes desta comparação, em 6 de agosto, o advogado de Marcos Valério usou a careca do publicitário para sensibilizar os ministros da Corte. Aos magistrados, disse que ele raspava a cabeça em homenagem ao filho, que morreu após ter um câncer aos seis anos de idade.

Os ministros concluíram as sentenças no dia 22 de outubro e se estenderam até o final de novembro para definir as penas, a chamada dosimetria. Com esta fase concluída, começou o que foi denominado de calibragem, que é o balanceamento dos prazos das penas. É aqui onde se define se haveria algum ajuste nos tempos de reclusão determinados.

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