Rio de Janeiro

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19/6/2013 às 20h19 (Atualizado em 19/6/2013 às 20h29)

Justiça manda soltar presos em protesto no Rio

Caio Rocha e Juliana Vianna foram indiciados por furto durante manifestação

Do R7

A Justiça mandou soltar nesta quarta-feira (19) dois dos três manifestantes presos na noite de segunda-feira (19), quando 100 mil pessoas tomaram as ruas do centro para reclamar do aumento das passagens de ônibus e gastos com Copa e Olimpíada.

A 14ª Vara Criminal concedeu liberdade provisória a Caio Brasil Rocha e a Juliana Isméria Campos Vianna. Eles foram indiciados por furto qualificado na mesma noite em que a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foi depredada por um grupo de manifestantes.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça não confirmou a liberdade provisória de Vagner Ferreira Silva.

Nesta quarta, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) divulgou fotos dos estudantes com a camiseta verde usada por presos do Estado. Caio e Vagner haviam sido levados para a cadeia pública Bandeira Stampa e Juliana Isméria Campos Vianna foi encaminhada para a penitenciária feminina Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.

Por meio de nota, a Seap afirma que "o fornecimento de imagens de pessoas que ingressam no sistema penitenciário faz parte do procedimento de rotina da secretaria, quando demandada pela imprensa". A secretaria diz ainda que todos os presos recebem tratamento igualitário no sistema e que a divulgação de fotos aos veículos de comunicação é adotada por uma questão de transparência.

No caso de Juliana, amigos criaram uma corrente em redes sociais, dizendo que a bolsa que ela teria roubado foi "plantada" por policiais, após a estudante de história se recusar a pagar propina. A PM ainda não comentou a denúncia.

O Fórum de Luta Contra o Aumento das Passagens definiu entre as pautas do movimento a "libertação dos presos políticos; anulação dos processos; fim da repressão e criminalização dos movimentos sociais".

Na semana passada, também durante uma manifestação, policiais prenderam Jorge Luis Chaves de Jesus, alegando que ele carregava explosivo em uma mochila quando foi capturado, dentro de uma estação de metrô. No entanto, o rapaz alega que não sabe de quem é a mochila.

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