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27 de Maio de 2012

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Desabamento no Rio
Cobertura completa

Equipes acham cofres e caixas eletrônicos
de banco atingido por escombros

Polícia Civil esteve no local para examinar

Evelyn Moraes, do R7 | 27/01/2012 às 14h48
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A Polícia Civil esteve nesta sexta-feira (27) no local onde desabaram no centro do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (25), para examinar sete caixas eletrônicos de uma agência do banco Itaú que ficava na avenida 13 de Maio e foi atingida pelos escombros dos desmoronamentos. Também foram encontrados quatro cofres entre os restos dos edifícios desabados.

Os agentes inspecionaram os caixas e cofres, mas sem falar com a imprensa. De acordo com o Corpo de Bombeiros, todos os objetos de valor encontrados nos escombros estão sendo encaminhados para a Polícia Militar.

O desabamento esconde um tesouro que as autoridades ainda não sabem como retirar de debaixo dos escombros. A agência do banco Itaú, de número 0607, tem entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões guardados dentro do cofre.

Em nota oficial, o banco diz que os clientes afetados serão atendidos em outras 11 agências que funcionam na região, mas deixa transparecer a preocupação da instituição ao afirmar que “equipes do banco estão no local desde a noite de ontem para acompanhar e contribuir com o trabalho (...) e adotar as providências cabíveis e necessárias”.

Segundo o Banco Central, os correntistas da agência não terão qualquer prejuízo com a destruição da agência. Pelas regras da autoridade monetária, assim que o dinheiro for resgatado, o banco poderá fazer a troca das notas danificadas por outras novas.

Resgate

No início da tarde desta sexta, bombeiros localizaram o nono corpo, ainda não identificado, em meio aos escombros. Com esse resgate, ao menos 25 pessoas ainda continuam desaparecidas, segundo estimativa da prefeitura. Parentes e amigos chegam a todo momento em busca de informações. 

O coronel Ronaldo Alcântara, que é subcomandante do Corpo de Bombeiros, informou no início da tarde que as equipes de resgate que trabalham, em meio aos 20% de escombros restantes dos três prédios, já chegaram ao ponto onde estaria concentrado o maior número de vítimas. Segundo ele, as buscas estão focadas na área onde ficava um curso, no qual estariam 11 pessoas.

Como ainda há focos de incêndio nos escombros e a fumaça é muito intensa, os cães farejadores e os sensores de calor não estão sendo usados nesta sexta. Os sensores de som também não são utilizados, pois o barulho também é forte, o que comprometeria a operação. As buscas acontecem apenas com máquinas e homens.


Assista aos vídeos:

 

A tragédia

Três prédios de aproximadamente 18, 10 e 4 andares desabaram pouco depois das 20h de quarta-feira (25), na avenida 13 de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 20 ficaram soterradas. Um posto de informações para familiares de vítimas foi montado na Câmara dos Vereadores.

Fotos revelam dimensão da catástrofe
Assista ao momento do desabamento
Pânico e correria no centro logo após desabamento
Veja a cobertura completa em vídeos

As causas da tragédia estão sendo investigadas. O prefeito Eduardo Paes, assim como alguns especialistas, minimizou a possibilidade de explosão. De acordo com avaliações preliminares de técnicos que trabalham no local, as causas teriam ligação com problemas estruturais.

A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro, a CEG, informou que não fornecia gás para nenhum dos três prédios que desabaram e que não há registro de pedido de vistoria para esses edifícios.

Segundo a CEG, o fornecimento de gás para as ruas localizadas no entorno dos edifícios que caíram permanece interrompido por medida de segurança, conforme solicitação da Defesa Civil e da Prefeitura do Rio.

Desde as 6h de quinta-feira (26), estão interditados os seguintes trechos: avenida Treze de Maio e avenida Almirante Barroso entre a avenida Rio Branco e a rua Senador Dantas. Esta última está com mão invertida entre a avenida Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga. Veículos procedentes da Cruz Vermelha e da avenida República do Chile devem seguir pela rua Senador Dantas.

Equipes de diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Comlurb etc, trabalham na remoção dos escombros. O entulho é levado para um galpão e passará por perícia. A expectativa é de que a remoção total termine em dois meses.

mapa-ruas-interditadas


 
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