Mãe da menina diz que atraso em cirurgia contribuiu para morte da filha
André Paino, do R7 | 07/01/2013 às 15h49O neurocirurgião Mário Lapenta, que operou a menina Adrielly cerca de oito horas depois que ela foi atingida por uma bala perdida na noite de Natal, disse durante depoimento na Delegacia do Méier (23ª DP) que a garota não teria chances de sobreviver, mesmo se tivesse sido socorrida momentos após o disparo. Segundo a polícia, o médico Adão Orlando Crespo, que estaria de plantão no Hospital Salgado Filho, faltou ao trabalho e irá responder por omissão de socorro. Adrielly morreu na última sexta-feira (4).
De acordo com o delegado Luiz Archimedes, o quadro clínico da menina não altera a responsabilidade do médico.
— Ele faltou ao plantão, disso não tenho dúvidas. O depoimento do médico Lapenta não muda em nada as investigações. Havia médicos de plantão e naquele dia faltou justamente o profissional habilitado para fazer aquele atendimento.
A mãe da menina, Adriana dos Santos, diz acreditar que a demora no atendimento pode ter causado a morte da filha.
— Se não fizesse diferença, minha filha não teria sobrevivido por dez dias. Se a Adrielly tivesse sido operada logo, teria aguentado ainda mais tempo e, quem sabe, até sobrevivido. O que aconteceu foi muita negligência e descaso, era obrigação no médico estar no hospital.
O delegado informou ainda que aguarda o depoimento do médico Ênio Lopes, chefe da equipe no dia. Segundo Archimedes, no dia da ocorrência, Lopes não teria comunicado à central de regulação do hospital a ausência do colega Adão Crespo.
Até as 15h20 desta segunda-feira, o médico Ênio Lopes não tinha comparecido à delegacia.
*Colaborou Jéssica Ventura, estagiária do R7 Rio
Assista ao vídeo:
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7