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21 de Setembro de 2014

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“Fiquei me sentindo um nada, destruída”, diz vítima de estupro em ônibus na av. Brasil

A mulher se revoltou ao descobrir que o agressor, apreendido, é menor de idade

Do R7 | 07/05/2013 às 18h37

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A mulher estuprada por um jovem na última sexta-feira (3) na avenida Brasil, no Rio de Janeiro, disse ter ficado revoltada ao descobrir a idade do agressor: 16 anos. Em entrevista à Rede Record, a moça contou sobre a sensação de impunidade que sentiu ao ouvir do delegado sobre a baixa pena que o adolescente deve receber.

— O delegado me falou que ele deve ficar preso por, no máximo, três anos. E nem na cadeia é. É em um reformatório. Isso é uma injustiça muito grande. Aqui no Brasil quem tem 16 anos pode votar, mas não pode responder pelos crimes que comete. Fiquei muito revoltada em saber que ele não vai pagar por nada.

A vítima revelou detalhes sobre a tarde de terror que passou a bordo do ônibus da linha 369.

— Ele falou que se eu não colaborasse iria me matar. Ele colocou a pistola nas minhas costelas e bateu com a arma na minha cabeça. Ele me fez fazer sexo oral. Foi nesse momento que ele bateu com a arma na minha cabeça. Depois, mandou eu deitar e subiu em cima de mim puxando o meu cabelo. Pediu para eu abrir a boca e ele colocou a arma. Eu não tentei reagir em nenhum momento. Fiquei me sentindo um nada, destruída.

Ainda segundo a moça, que havia acabado de se separar do marido, com quem tem uma filha de 10 anos, ela torceu para que nenhum passageiro fizesse algo na tentativa de deter o criminoso. Um dos passageiros foi interrogado pelo adolescente durante a ação.

— Ele perguntou se o passageiro não era policial, porque tinha cara de policial. Ninguém quis reagir para evitar que ele fizesse uma besteira ainda maior. Tive muito medo de morrer.

Nesta terça-feira (7), o suspeito se apresentou à polícia e disse estar sob efeito de cocaína na ocasião. O padrasto e a mãe participaram da rendição, ocorrida horas após a polícia divulgar um vídeo com ação do criminoso dentro do ônibus. O registro das imagens foi feito pela câmera de segurança do coletivo.

Ao contrário do depoimento do suspeito, a vítima do estupro acredita que ele mentiu ao dizer que tinha consumido substâncias químicas. Para ela, o agressor estava consciente do que estava fazendo e parecia estar alterado apenas pela descarga de adrenalina.

No vídeo que flagrou o assalto e o estupro, o suspeito, que não teve o nome revelado pelos investigadores, aparece entrando no ônibus na altura de Deodoro, na zona oeste, às 15h31. Após girar a roleta usando um cartão do Rio Card, ele sacou a arma e ordenou que os 11 passageiros fossem para os fundos do coletivo.

Em seguida, o suspeito voltou, pulou a catraca e orientou o motorista a não parar em nenhum ponto até a zona portuária do Rio de Janeiro, 40 km distante dali. Nesta hora, o rosto do adolescente ficou muito próximo da lente da câmera, o que ajudou na captura.

O criminoso passou então a recolher objetos de valor dos passageiros. Os momentos seguintes do vídeo foram cortados na edição do vídeo divulgado pela polícia, mas, segundo os investigadores, as cenas não deixam dúvidas sobre a ocorrência de um estupro. A vítima foi separada dos outros e levada a um banco isolado, onde foi violentada e recebeu coronhadas na cabeça.

O estuprador desembarcou perto na zona portuária, após 40 minutos de terror.


 
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