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27 de Maio de 2016

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“O Estado brasileiro falhou”, diz ministro
da Justiça sobre tragédia no Rio

Cardozo lamentou as mortes no Estado e disse que o governo está mobilizado para ajudar

Priscilla Mendes, do R7, em Brasília | 14/01/2011 às 12h44
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse nesta sexta-feira que o governo brasileiro, em sua história, falhou em relação à ocupação do solo no país. Em relação à tragédia das chuvas no Estado do Rio de Janeiro, em que mais de 500 pessoas morreram, ele diz que “pessoas pagam com suas vidas o peso de um conjunto de problemas”.

- As pessoas não moram, muitas vezes, em áreas de risco porque querem. Moram porque não têm onde morar e aí o Estado brasileiro, na sua história, efetivamente falhou e hoje pessoas pagam com suas vidas o peso desse conjunto de problemas.
Cardozo concedeu uma coletiva de imprensa após a posse do novo diretor-geral da polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra.

O ministro disse que a culpa pelas tragédias – além do alto índice pluviométrico – não é de “uma ou duas pessoas”, mas sim, da história do país, destacando a forma “irresponsável” pela qual o solo é ocupado no Brasil.

- Além de uma situação de irresponsabilidade de ocupação do solo, há também uma coisa que não podemos esquecer que é a necessidade econômica. O que afasta pessoas mais pobres para áreas de risco é justamente uma ausência de política de moradia histórica no Brasil.

O ministro disse que a pasta está “fazendo a sua parte” e que enviou ao Estado 215 homens da Força Nacional, além de policiais militares, bombeiros, legistas e helicópteros. Nesta quinta-feira (13), Cardozo e outros ministros visitaram, ao lado da presidente Dilma Rousseff, as regiões afetadas pela chuva no Rio de janeiro. 

- Foram cenas muito tristes. Aqui fica nossa solidariedade irrestrita ao povo do Rio de Janeiro, a quem perdeu seus entes queridos. Há uma clara determinação da presidente Dilma Rousseff: todo apoio do governo federal nessa hora ao Rio de Janeiro e ao governador Sérgio Cabral. 

Segundo Cardozo, a questão das enchentes no sudeste do país poderá ser tratada na primeira reunião ministerial com Dilma, marcada para hoje às 14h.

Tragédia das chuvas
 
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
 
O governo federal, o Estado e as prefeituras se mobilizam para liberar verbas. Empresas públicas e privadas, além de ONGs(Organizações Não Governamentais), recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13). Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.


 
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