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23 de Agosto de 2014

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Afastado por criticar mulheres, delegado afirma que própria polícia faz distinção entre sexos

Mais de 1.300 mulheres atuam na Polícia Civil do Rio de Janeiro

Do R7, com Domingo Espetacular | 11/02/2013 às 13h00
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O delegado Pedro Paulo Pinho, que comandava a Delegacia do Catete (9ª DP), afastado por criticar mulheres em uma rede social disse, em entrevista ao Domingo Espetacular, que a própria Polícia Civil faz distinção entre os sexos. Ele lembrou que nos testes de condicionamento físico para a seleção de entrada na instituição é diferente para homens e para mulheres.

Em janeiro, Pinho disse em uma página de relacionamentos que apenas uma policial de sua equipe tinha talento.

Tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento, coragem e disposição para encarar a atividade policial.

Em outra mensagem, o delegado disse ainda que as pessoas se inscrevem em um concurso policial como se fosse uma vaga em um escritório e só depois se dão conta do salário, plantões, riscos e cobranças.

Devido às declarações, o delegado Pedro Paulo Pinho foi transferido para um setor administrativo da Polícia Civil pela a chefe da corporação, Marta Rocha. Em nota, ela afirmou que o delegado tinha dificuldade de gerir recursos humanos. Pinho foi substituído por uma mulher, Monique Vidal, que tem 15 anos de profissão, sendo 13, delegada. Para Monique, o sexo do policial nunca fez diferença. Segundo ela, o que importa é a competência de seus subordinados.

Mulheres no poder

Atualmente, as mulheres conquistam cada vez mais espaço em profissões tidas como masculinas. Só no Rio de Janeiro, mais de 1.300 mulheres atuam na Polícia Civil. O efetivo feminino conta com 137 delegadas, sendo que a instituição é chefiada por uma mulher.

A delegada Valéria Aragão, que tem 36 anos e 12 de profissão, é comandante da Dcod (Delegacia de Combate as Drogas da Polícia Civil). Há um ano a delegada ficou conhecida por atuar na operação de recolhimento e internação de usuários de drogas das ruas do. Em uma dessas operações Valéria foi mordida por uma dependente química.

Nesta semana, Valéria comanda uma operação na favela do Jacarezinho, zona norte, para verificar uma denúncia de que traficantes ainda atuam no local, mesmo após a pacificação. Os policiais civis checaram dois galpões, supervisionados por Valéria. Em uma das casas, os policiais receberam denúncias que havia tráfico de drogas e exploração sexual de menores. No local, encontraram uma menina de 13 anos. Menor de idade, a jovem foi encaminhada para a delegacia, onde a delegada aguarda a explicação dos pais para a ela estar no local. Em outro beco, os policiais encontram um revólver e uma espingarda.

Valéria comanda uma equipe de 45 homens, a delegada afirma que é bem respeitada por eles e que por ser mulher sente que há mais confiança e disciplina no seu trabalho. O inspetor de polícia André Felipe da Silva é o braço direito da delegada e diz que Valéria sempre toma as decisões em conjunto, sem constrangimentos e diferenças entre eles.

Outro exemplo de mulheres no poder é a coronel do Batalhão de Choque do Distrito Federal, Cynthiane Santos. A coronel é a primeira mulher a ocupar o posto. Para Cynthiane, estar no comando do batalhão de choque, depois de 21 anos de carreira, é uma honra.

Cynthiane também foi a primeira mulher a assumir a segurança da presidência da república, durante o governo Lula. Para entrar na tropa é preciso realizar testes rigorosos e idênticos para homens e mulheres. E a coronel defende o treinamento igual para ambos os sexos, pois as tarefas serão as mesmas.

O treinamento igual para homens e mulheres começa a ser uma realidade para os Estados Unidos. Neste mês, a Secretaria da Defesa Americana, resolveu permitir que mulheres participem como soldados comuns em situações de combate. Algo que já foi antecipado pelo cinema, no filme "Até o Limite da Honra".

Assista ao vídeo


 
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