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31 de Julho de 2014

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Agricultores de Nova Friburgo perdem
80% da produção de tomates e hortaliças

Posto avançado chegará nos próximos dias para cadastrar produtores rurais

Evelyn Moraes, do R7 em Nova Friburgo | 21/01/2011 às 12h44
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Os produtores rurais do município de Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, perderam cerca de 80% da produção agrícola após o forte temporal da semana passada. O local mais prejudicado foi o 3º Distrito, onde fica concentrada 70% da agricultura, nas regiões de Conquista e Campo do Coelho.

Nesta área, há 2.400 agricultores que cultivam tomate e hortaliças. Segundo o subsecretário municipal de Agricultura, Carlos Alberto Carneiro, um ônibus da Secretaria de Agricultura, Tecnologia e Sustentabilidade estará nos próximos dias na região para cadastrar os produtores que perderam tudo com a enchente.

O veículo funcionará como um posto avançado para atender os agricultores que dependem do crédito do Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar), de empréstimos e de prorrogação de contratos.

- Vamos começar a mandar os técnicos da secretaria para fazer questionamentos, principalmente para os produtores da agricultura familiar, que dependem de crédito do Pronaf e que tiveram suas contas vencidas nos últimos dias.

O produtor de tomate e pimentão Hélio Angote, de 51 anos, que mora com a esposa e seus três filhos, disse que perdeu tudo com o temporal.

- Perdi tudo: motor, encanamento, lavoura. Vou ter que começar do zero.

Ele estima que seu prejuízo seja de R$ 100 mil. Hélio acredita que levará cinco meses para começar a plantar novamente.

O ministro Fernando Bezerra disse na terça-feira (18) que anuncia ainda nesta semana novos financiamentos com prazos maiores de pagamento para os setores prejudicados, como turismo, indústria e produção agrícola.

Segundo o subsecretário Carlos Alberto, a tragédia na serra fluminense ocorreu no período de colheita. Nas áreas onde não houve deslizamento de terra e a produção ficou intacta, não foi possível colher devido à obstrução das estradas. Os produtores que conseguiram recuperar parte das plantações aumentaram o preço das mercadorias para recuperar o prejuízo.

De acordo com o diretor do mercado Ceasa de Nova Friburgo, Luiz Claudio Rosa, de 44 anos, uma caixa de tomate chegou a custar R$ 100 dois dias após a tragédia. Ele garantiu que os preços já abaixaram.

- O preço do tomate já caiu para R$ 27. Os consumidores podem ficar despreocupados. A situação já está se normalizando.

Preço dos produtos começa a voltar ao normal

Outros produtos também tiveram seus preços alterados no município. A maçã nacional, que custava R$ 1,50 o quilo, após a tragédia, passou a ser adquirida por R$ 1,99. O mesmo aconteceu com o alho, que custava R$ 6,59 e passou a ser vendido por R$ 9,90. Em uma padaria do Centro, o quilo do pão francês já abaixou de R$ 5,80 para R$ 5,60.

Em uma loja de departamentos na avenida Alerto Braune, roupas de malha caíram para R$ 0,99 cada. Em outra loja de produtos de cama, mesa e banho, o gerente determinou uma redução nos preços de limpeza. Sacos de pano caíram de R$ 1,99 para R$ 1. Em alguns mercados o litro da água sanitária baixou para R$1.

O comerciante Elias Maturano disse que baixou os preços para facilitar as doações.

- Baixamos nossos preços para permitir que mais pessoas possam comprar e ajudar os desabrigados das enchentes.

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja as galerias de fotos

Compare os locais com a montagem "antes e depois"

No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com feridos internados. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pela localização de corpos.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado, também, que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.


 
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