Todos os órgãos estão investigando o incidente
Do R7, em Campos | 17/11/2011 às 13h00 | Atualizado em: 17/11/2011 às 19h42A ANP (Agência Nacional do Petróleo) abriu um processo administrativo para investigar o vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é punir a empresa responsável pelo campo do Frade, de onde vazaram quase 140 mil litros de óleo desde o último dia 10.
A Polícia Federal e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais) também investigam o acidente para definir as formas de penalizar a multinacional americana Chevron. Por meio de nota, o Ibama informou que está acompanhando o cumprimento do Plano de Emergência Individual da empresa, que define as medidas necessárias em caso de emergência. Os especialistas do instituto estiveram na região do acidente e acompanharam a evolução do caso diretamente da sala de situação, coordenada pela Marinha do Brasil.
O órgão esclareceu também que técnicos estão avaliando a extensão do prejuízo causado ao meio ambiente para definir a multa que será cobrada. “O dano somente poderá ser mensurado ao final dos trabalhos”, diz a nota.
A Chevron Brasil Upstream informou nesta quinta-feira (17) que o processo para vedar o poço está em andamento. De acordo com a nota, a empresa diz que “jamais ocorreu qualquer fluxo de óleo pela cabeça do poço e que o monitoramento mais recente indica que o vazamento no fundo do oceano reduziu-se a um gotejamento ocasional”.
A Chevron informou também que continua monitorando a mancha de óleo. A estimativa é de que cerca de 65 barris ainda estão na superfície do oceano.
Assista ao vídeo:
Cimentação
De acordo com a ANP, a cimentação do poço começou na tarde de quarta-feira (16) e o procedimento deve estar concluído nesta quinta-feira (17). Durante o vazamento o poço liberava de 220 a 330 barris de óleo por dia. A situação está sob controle desde a última terça-feira (15), segundo a Chevron.
A agência informou ainda que a mancha de óleo está se dispersando e se afastando do litoral brasileiro. Com isso, houve um aumento da superfície da mancha, que já media o equivalente a metade da baía de Guanabara (cerca de 160 km²). Segundo a ANP, essa diluição é resultado do trabalho realizado por navios que se encontram no local e por condições climáticas.
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