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29 de Agosto de 2014

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Após tragédia no Rio, professores
organizam paralisação

Os docentes dizem que falta de funcionários influencia na falta de segurança

Agência Estadocom R7 | 07/04/2011 às 19h30
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O Sepe - RJ (Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro) convocou uma paralisação das escolas municipais do Estado para amanhã. Haverá também um ato público na Cinelândia, às 10h.

Segundo divulgado pelo Sepe, o objetivo da paralisação é demonstrar a indignação dos profissionais de educação contra o ato de violência que aconteceu na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, onde um atirador matou 11 crianças.

O Sepe convocou ainda as demais redes públicas e particulares de educação a se juntarem ao ato na Cinelândia. Segundo a entidade, a falta de pessoal nas escolas ajuda na falta de segurança

- Há carência de funcionários administrativos nestas redes, como inspetores de alunos, pessoal de portaria, orientadores educacionais, entre outros profissionais que tem a tarefa de auxiliar o trabalho dos professores e garantir segurança no espaço escolar.

 O departamento jurídico do Sepe estuda entrar na Justiça contra as autoridades municipais e estaduais responsabilizando-as criminalmente pela tragédia na manhã de hoje.

 Entenda o caso


A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil confirmou no final da manhã desta quinta-feira as mortes de 11 estudantes no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio. Segundo a pasta, morreram dez meninas e um menino. Os estudantes têm entre 12 e 14 anos. Mais cedo, policiais militares e oficiais do Corpo de Bombeiros informaram que 12 crianças haviam morrido. O atirador também foi morto, mas não chegou a ser socorrido.

As vítimas foram levadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e Hospital da Polícia Militar.

A secretaria informou que 13 estudantes ficaram feridos - dez meninas e três meninos, dos quais quatro estão em estado considerado grave. O atirador, que foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, e que seria ex-aluno da escola, invadiu uma das salas de aula atirando. De acordo com Sérgio Côrtes, as crianças foram atingidas no tórax, abdômen e cabeça, áreas consideras vitais, o que indica que o atirador tinha intenção de matar.

- Eu não esperava na minha vida um momento como esse. Médicos que não estavam de plantão vieram e estão no centro cirúrgico.

Wellington teria tentado fugir, mas foi interceptado por policiais que faziam uma operação na região. Ele estaria com duas armas e teria se suicidado após fazer os disparos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, cerca de mil alunos estudam na escola, dos quais 400 no turno da manhã, do 4º ao 9º ano, com idades que variam entre nove e 14 anos.

O morador Evaldo Machado, que estava na janela de casa, perto da escola, contou como foi a situação.

- Eu estava tomando café na janela, quando vi uma correria de várias crianças saindo da escola. Eu contei pelos menos 13 feridas. Elas foram retiradas em carros particulares.

Por volta das 9h30, centenas de pessoas estavam aglomeradas na porta da escola. Policiais isolaram a área e várias ruas no entorno estão fechadas. Dois helicópteros da Polícia Civil foram ao local para ajudar no resgate às vítimas.

Segundo investigadores da Polícia Civil, o homem estava com colete à prova de balas, usava roupa preta e luva. Na carta deixada por ele, havia menções ao islamismo e referências a práticas terroristas.


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