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19 de Setembro de 2014

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Após violentar vítima, sargento da Aeronáutica fugiu de blitz da PM

Com medo, ele fez uma manobra imprudente na frente de um ônibus

Marcelo Bastos, do R7 | 13/12/2012 às 02h00
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Logo depois de atacar mais uma mulher e obrigá-la a fazer sexo oral, o segundo sargento da Aeronáutica Edvaldo Silva Rodrigues Junior se assustou com uma blitz da PM, fez uma manobra arriscada na frente de um ônibus e voltou pela contramão. A informação consta no depoimento do militar, preso na última sexta-feira (7), por agentes da Delegacia do Engenho Novo (25ª DP).

A fuga aconteceu no dia 23 de novembro. Edvaldo disse que passava pela rua Mariana Portela, no Sampaio, na zona norte do Rio, quando viu uma mulher passando. Ele estacionou a moto entre dois carros e a obrigou a fazer sexo oral, além de masturbá-lo.

Depois, Edvaldo mandou a vítima ir embora, que não a incomodaria mais. Ao passar pela rua Ana Neri, ele viu uma blitz da PM e, assustado, fez uma manobra imprudente na frente de um ônibus e retornou, passando pela rua Lino Teixeira.

Na última quarta-feira (12), mais uma vítima de Edvaldo esteve na Delegacia do Engenho Novo (25ª DP). Segundo o delegado Antenor Lopes Martins Júnior, a menor, de 17 anos, foi atacada no bairro de Bento Ribeiro, no dia 4 de dezembro. Ela fez o reconhecimento formal do militar. Com este, sobe para nove o número de casos registrados contra Edvaldo.

Na delegacia, a vítima contou que foi abordada pelo sargento, enquanto passeava com o cachorro e que ele acariciou os seios dela e a obrigou a masturbá-lo. Segundo o delegado, ao se recusar a fazer sexo oral, a vítima foi agredida com um soco.

— Parece até que ele estava achando que as vítimas gostavam de ser violentadas. Como ela se recusou a fazer sexo oral, ele ficou irritado e deu um soco na barriga da mulher. Ainda bem que a Justiça decretou a prisão preventiva dele, porque representa um risco à sociedade.

Prisão preventiva decretada

Edvaldo deve ficar preso até o julgamento. Na última terça-feira (11), mesmo dia em que o prazo da prisão temporária dele venceu, o juiz Rafael Estrela, da 35ª Vara Criminal, decretou a prisão preventiva do militar.

Na decisão, o magistrado relata a própria confissão de Edvaldo: “O acusado descreveu minimamente a dinâmica dos fatos, o que retrata sua personalidade inclinada à prática de delitos contra a liberdade sexual”.

O juiz acrescenta que casos como este têm chocado a opinião pública.

“Ações delituosas como estas estão assustando a sociedade, encontrando-se todos, à espera de uma pronta intervenção do Poder Judiciário, mesmo que de natureza ainda provisória, deve ser decretada a prisão do acusado para a garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e elucidação dos fatos”.

Além de responder pelos crimes na Justiça comum, o militar também é alvo de um procedimento interno aberto pela Aeronáutica. Ele será submetido ao Conselho de Disciplina, que pode decidir pela expulsão de Edvaldo.

"Vontade incontrolável"

Edvaldo Silva Rodrigues Junior disse em depoimento na Delegacia do Engenho Novo (25ª DP), que não conseguia ficar mais do que dois dias sem violentar uma mulher, pois “sentia uma vontade incontrolável”.

Edvaldo também disse que sentia muito prazer em se masturbar na rua e que começou a fazer isso com a intenção de que as mulheres o vissem, mas que há aproximadamente quatro meses decidiu abordá-las e obrigá-las a masturbá-lo e a fazer sexo oral nele. Ele também exigia penetração nas vítimas.

Ainda em depoimento, o militar diz que violentou dez mulheres, mas atacou outras cinco. Essas, porém, conseguiram fugir. Edvaldo ainda listou os bairros onde fez vítimas: Inhaúma, Engenho Novo, Méier, Ramos, Engenho de Dentro, Marechal Hermes, Rocha, Sampaio e Piedade, todos na zona norte.

Assista ao vídeo:


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