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30 de Julho de 2014

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Apreensões de fuzis no Alemão e na Penha
já superam o total recolhido em seis meses

Polícia estima que outros 400 ainda estejam escondidos nos dois complexos

Marcelo Bastos e Mario Hugo Monken, do R7 | 30/11/2010 às 18h35
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O total de fuzis apreendidos em uma semana nos complexos de favelas da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, já é maior do que a quantidade recolhida durante os seis primeiros meses do ano em todo o Estado.
 
De janeiro a junho de 2010, 82 fuzis foram retirados de circulação, de acordo com a Drae (Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos), enquanto no Alemão e nas favelas da Penha, a polícia apreendeu pelo menos 96 fuzis nos últimos sete dias.
 
O número corresponde ainda a praticamente 42% do total de apreensões de fuzis no ano de 2009: 227, o que dá a dimensão do poderio bélico da quadrilha.
 
O número de apreensões durante as operações da última semana, apesar de impressionante, representa apenas 19% do total de fuzis que investigadores da Delegacia da Penha (22ª DP) estimam para a região. Somados, os dois complexos teriam um arsenal de aproximadamente 500 fuzis, sendo 200 na Vila Cruzeiro e 300 no Alemão.
 
O prejuízo para os traficantes só com apreensões de fuzis esta semana já ultrapassa os R$ 3,8 milhões. Os policiais acreditam que boa parte desse arsenal de guerra ainda esteja na região, escondido em bunkers (esconderijos subterrâneos) ou até mesmo estocados em paredes falsas de imóveis usados pelos traficantes.

Nesta terça-feira (30), um desses bunkers foi achado na favela da Fazendinha. No local, segundo o delegado Alan Luxardo, foram encontrados oito fuzis calibres ponto 30 e 50, que estavam enterrados a dois metros de profundidade.
 
Outra estratégia dos traficantes é enterrar o armamento, geralmente em região de mata, para dificultar a descoberta da polícia. Para evitar que o armamento se deteriore, enferruje, os criminosos os protegem com sacos plásticos, fita adesiva e graxa, e os colocam em tonéis.
 
Na última segunda-feira (29), PMs conseguiram apreender um grande arsenal na Vila Cruzeiro que estava escondido em um fundo falso da sala de uma casa, o que reforça a suspeita de que as armas estão muito bem guardadas.
 
Além do prejuízo com as apreensões de armas e drogas e com a ocupação das favelas, a venda de drogas também foi interrompida por completo no Alemão e na Vila Cruzeiro. Isso acontece porque são feitas varreduras constantes em becos e casas de moradores, algumas revistadas seis vezes desde domingo.

 

Uma resposta do Estado

A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiados em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais.

A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.

Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva na última quinta-feira (25) na Vila Cruzeiro, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho Complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.

Confira a galeria de fotos da operação no Complexo do Alemão

Veja a cobertura completa da guerra no Rio contra o tráfico

 

Mapa Certo Rio

 

 


 
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