Depósito poderá receber lixo de outros municípios e terá ecopontos para catadores
Gabriela Pacheco, do R7 | 23/02/2011 às 18h57O lixão de Itaoca, que recebe atualmente cerca de mil toneladas de resíduos, será desativado com a criação do aterro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Este teve sua licença aprovada pelo Ceca (Comissão Estadual de Controle Ambiental) na última terça-feira (22) e poderá Recber lixo de outros municípios próximos, como Niterói.
O aterro privado receberá 2.500 toneladas por dia - aproximadamente o mesmo tamanho do de Itaboraí. Para sua instalação, será necessário seguir algumas exigências do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e da SEA (Secretaria Estadual do Ambiente) como a transformação de 10% do lixo em energia renovável em cinco anos.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, destacou outro ponto que será fiscalizado pelo Inea: a instalação de ecopontos, ou seja, lugares apropriados onde os catadores possam trabalhar na reciclagem de 50 toneladas de lixo por dia.
- É muito importante os catadores terem um local apropriado para trabalhar sem se contaminar com agulhas ou resíduos médicos ou ficar no meio de ratos e urubus.
Aterros: a saída do século XIX
A questão do lixo é um problema a ser resolvido por cada município. No entanto, a secretaria e o Inea desenvolvem papéis importantes para a determinação de convênios e iniciativas relacionados ao assunto, segundo Minc.
- O lixão é o que mais agride, pois é um drama ambiental e social. Quando deixamos de usar um lixão para usar um aterro, estamos saindo do século 19 para o século 20. Para chegarmos ao século 21, precisamos usar o lixo como fonte de energia renovável.
Ceca também aprovou licenças para distrito industrial
Na última terça-feira, o Ceca também aprovou licença para a instalação de um estaleiro de R$ 3 bilhões e uma térmica a gás de R$ 3 bilhões, que farão parte do distrito industrial em São João da Barra, no norte fluminense.
Em contrapartida aos investimentos no município, que deve crescer em população até dez vezes, segundo Minc, o distrito industrial deve gastar R$ 63 milhões em saneamento básico.
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