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Para Lalo Leal, classificação indicativa do BBB para maiores de 12 anos é inapropriada
Do R7 | 17/01/2012 às 11h15O caso do suposto estupro no Big Brother Brasil 12 poderia ser evitado, se o país tivesse um órgão regulador, composto por representantes da sociedade, para estabelecer limites na programação da TV brasileira, segundo defende o professor de Comunicação da USP (Universidade de São Paulo) Laurindo Lalo Leal Filho.
Policiais civis da 32ª DP (Taquara), na zona oeste do Rio de Janeiro, investigam caso do suposto estupro na casa do BBB. A sister Monique ficou embriagada durante festa no último sábado (14). Debaixo de um edredom, o brother Daniel agarrou a estudante. A polêmica começou depois que telespectadores disseram no Twitter que ela poderia ter sido vítima de estupro. A direção do programa expulsou Daniel na noite de segunda-feira (16).
- Um relacionamento amoroso que civilizadamente tem de ser consensual, numa circunstância de álcool e exibicionismo, leva à incivilidade, a uma ação não consensual.
Segundo o crítico de TV, o papel do órgão regulador não seria proibir, mas analisar o que vai ao ar para, posteriormente, sugerir correções. Conforme modelos adotados na Alemanha e Inglaterra, a população recorre ao órgão quando se sente ofendido por conteúdos exibidos na TV. Se o órgão concorda com a reclamação, chama a emissora para discutir.
O crítico de TV também condena o uso deliberado de álcool no programa e diz que isso provoca consequências sobre a audiência, sobretudo, a juvenil.
- Eu acho que não deveria haver uso de bebida por dois motivos: com o comportamento alterado pela bebida, as consequências são desastrosas e, além disso, mostra a crianças e adolescentes que beber dessa forma é absolutamente natural.
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