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Líderes do movimento irão para unidades militares na zona norte
Do R7 | 15/02/2012 às 21h55Os bombeiros e policiais militares presos na semana passada em razão do movimento grevista por reajuste salarial deixaram o complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste, por volta das 20h30 desta quarta-feira (15). A transferência para unidades militares havia sido autorizada pela Justiça Militar algumas horas antes.
Os PMs serão levados para o BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, zona norte, e os bombeiros para o GEP (Grupamento Especial Prisional), em São Cristóvão, também zona norte.
A mulher de Benevenuto Daciolo, principal líder do movimento, comemorou a transferência. Segundo Cristiane Daciolo, era o mínimo a ser feito.
- Fiquei muito feliz, isso dá um conforto para as famílias. Mas, na verdade, era o mínimo, pois prender em Bangu é algo absurdo, arbitrário.
O grupo de PMs e bombeiros foi detido após decreto da Justiça Militar sob acusação de aliciamento e incitamento a motim. Daciolo foi o primeiro a ser preso, no último dia 8, véspera do anúncio oficial da paralisação.
Diante de um notório enfraquecimento do movimento, em razão das prisões de seus principais articuladores, a suspensão da greve foi anunciada na última segunda-feira (13), após assembleia geral, na Lapa, região central do Rio.
Na noite de quarta (14), o governo do Estado recuou e aceitou pedir a transferência dos militares para unidades das respectivas corporações.
Reajuste salarial
Na manhã de quinta-feira passada, horas antes de a greve ser decretada, os deputados do Rio de Janeiro aprovaram o projeto de lei que prevê aumento de 39% a policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários. O texto do governador Sérgio Cabral, que recebeu 78 emendas dos parlamentares, prevê o pagamento do aumento cumulativo em três parcelas.
A última e válida versão do projeto de lei, que foi encaminhada para a votação, assegura aumento de cerca de 39% até fevereiro de 2013. Além disso, em fevereiro de 2014, o governo concederá nova reposição salarial. O ajuste será composto do índice da inflação acumulada pelo IPCA entre o período de fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, acrescido de 100% desse valor.
As quatro categorias passarão também a receber auxílio-transporte no valor de R$ 100 ao mês e não perderão gratificações de qualquer natureza os profissionais que se afastarem do serviço por licença médica decorrente de acidente no trabalho.
O último item do projeto de lei aponta para a criação de um banco de horas extras para que os profissionais da segurança e da defesa civil possam prestar serviços além da sua escala de serviço normal, mediante remuneração adicional.
Apesar de a medida ter sido anunciada como aumento salarial, os manifestantes e deputados de oposição viram a alteração apenas como antecipação de uma verba já prevista. A diferença, no entanto, é que o reajuste, programado em parcelas até dezembro de 2014, seria antecipado para fevereiro de 2013.
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