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Comandante suspende remoção de destroços para galpão na Washington Luiz
Felipe de Oliveira, do R7 | 28/01/2012 às 06h03 | Atualizado em: 28/01/2012 às 07h08O secretário estadual de Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, afirmou na madrugada deste sábado (28) que suspendeu o descarte dos destroços retirados do local onde três prédios desabaram na noite de quarta-feira (25) no centro. O entulho estava sendo levado para um galpão na rodovia Washington Luiz.
Segundo o secretário, uma nova etapa nas buscas começou nesta manhã por conta da possibilidade de encontrar vítimas nos destroços retirados.
Até as 6h deste sábado, 17 corpos foram resgatados dos escombros. Doze mortos já foram identificados e cinco cadáveres aguardam reconhecimento no IML (Instituto Médico Legal). Os dois primeiros enterros aconteceram na sexta-feira (27).
Obra em prédio desabado foi planejada por funcionária sem formação
De acordo com Simões, a equipe esperava encontrar outros corpos no subsolo do prédio, onde as buscas estavam concentradas, porém apenas uma vítima foi retirada do local.
- Como não encontramos a quantidade de corpos que esperávamos, vamos iniciar uma nova etapa nas buscas. O descarte dos destroços está suspenso para que possamos fazer um trabalho mais minucioso. Será uma operação manual.
Na madrugada de sexta-feira, a Comlurb, empresa que cuida da limpeza pública do Rio de Janeiro, encontrou um corpo em meio ao entulho retirado. A vítima estava no local para onde os escombros estavam sendo levados.
O secretário informou ainda que a chuva que cai sobre a cidade desde a noite de sexta-feira tem sido um dos principais adversários no trabalho de buscas.
- A chuva está atrapalhando muito os trabalhos, pois deixa o solo com mais volume e mais pesado. Vamos reiniciar o trabalho utilizando os cães farejadores como parte desta nova etapa.
Cinco desaparecidos
Segundo a Defesa Civil, 22 pessoas teriam morrido no desabamento e ao menos cinco vítimas continuam desaparecidas. Na noite de sexta-feira (27) o secretário informou que irá pedir à prefeitura que faça a recontagem dos desaparecidos, já que diz acreditar que algumas pessoas apareceram após as famílias reclamar por parentes.
- Vou pedir para a prefeitura fazer a recontagem dos desaparecidos para, quando a gente encerrar os trabalhos, terminar com a convicção de que todos foram encontrados.
A tragédia
Três prédios de aproximadamente 18, 10 e 4 andares desabaram pouco depois das 20h de quarta-feira (25), na avenida 13 de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 20 ficaram soterradas. Um posto de informações para familiares de vítimas foi montado na Câmara dos Vereadores.
Fotos revelam dimensão da catástrofe
Assista ao momento do desabamento
Pânico e correria no centro logo após desabamento
Veja a cobertura completa em vídeos
As causas da tragédia estão sendo investigadas. O prefeito Eduardo Paes, assim como alguns especialistas, minimizou a possibilidade de explosão. De acordo com avaliações preliminares de técnicos que trabalham no local, as causas teriam ligação com problemas estruturais.
A prefeitura informou que os três imóveis que desabaram estavam em situação regular e possuíam habite-se (ato administrativo que autoriza o início da utilização efetiva de construções ou edificações destinadas à habitação). O prédio de número 44 foi construído em 1940 e era constituído de 18 andares de salas comerciais, além de loja e sobreloja. Os imóveis de números 38 e 40 eram de 1938 e constituídos, respectivamente, por quatro andares de salas comerciais, e por dez pavimentos de salas comerciais, além de loja e sobreloja.
Desde as 6h de quinta-feira (26), estão interditados os seguintes trechos: avenida 13 de Maio e avenida Almirante Barroso entre a avenida Rio Branco e a rua Senador Dantas. Esta última está com mão invertida entre a avenida Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga. Veículos procedentes da Cruz Vermelha e da avenida República do Chile devem seguir pela rua Senador Dantas.
Equipes de diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Comlurb etc, trabalham na remoção dos escombros.

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